Haddad é alvo de 'oportunismo político', diz presidente do PT-SP

Edinho Silva sai em defesa do ministro da Educação, abalado pelos problemas observados na aplicação da prova do Enem

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

O ministro da Educação, Fernando Haddad, é alvo do oportunismo de políticos que estão se aproveitando das falhas registradas no último Enem para ocupar sua vaga no futuro governo de Dilma Rousseff. A opinião é do presidente do diretório estadual do PT em São Paulo, Edinho Silva, que saiu em defesa do ministro em conversa por telefone com o iG .

“O episódio do Enem é um erro que precisa ser corrigido mas não pode ser a síntese nem do governo Lula na área da educação nem do trabalho do Fernando Haddad. Tem muito oportunismo político e politização indevida nessa história do Enem”, disse Edinho.

“Se é para fazer um balanço não podemos esquecer do ProUni, da criação do Fundeb, da ampliação dos campi das universidades federais, das escolas técnicas federais. O governo Lula é o que mais investiu em educação e o grande operador foi o Fernando Haddad”, concluiu.

Edinho foi um dos principais incentivadores da tentativa fracassada para fazer de Haddad o candidato do partido ao governo de São Paulo. Segundo ele, o fogo amigo do qual o ministro é alvo desde domingo é um caminho ineficaz por quem pleiteia uma vaga no governo Dilma.

Questionado se os ataques vêm do próprio PT, Edinho respondeu: “Espero que não. Pois essa seria a pior forma de alguém tentar se viabilizar como ministro. A oposição está se aproveitando do episódio do Enem para desqualificar a política de educação do governo Lula”.

Ministério

Enquanto a direção nacional do PT não normatiza a disputa interna por espaço no futuro governo Dilma, o PT paulista também decidiu entrar no jogo. Dia 22, as principais lideranças do PT em São Paulo (dirigentes, senadores, deputados federais, estaduais e prefeitos) vão se reunir para apresentar uma agenda de interesses do Estado à presidenta eleita.

A agenda é uma forma polida de mostrar a Dilma quais áreas do governo interessam aos petistas de São Paulo. Entre os temas estão a segurança pública, condições de vida nas regiões metropolitanas, saúde, meio ambiente, juventude, cultura e lazer. O alvo é a classe média refratária ao PT e considerada fundamental nas eleições municipais de 2012.

“Dilma conhece bem as lideranças de São Paulo e obviamente tem toda liberdade para escolher o ministério. Ao propor esta agenda estamos tentando fugir do debate de nomes mas é claro que temos vários em condições de compor o ministério como o Alexandre Padilha. Gilberto Carvalho, Luiz Barreto, José de Filippi Jr., Aloizio Mercadante, Marta Suplicy. Além do Fernando Haddad”, disse Edinho.

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