Haddad defende Marta após prisões no Ministério do Turismo

Para ministro, operação da PF que prendeu ex-assessor de Marta não prejudica a pré-candidatura da senadora petista

Ricardo Galhardo, enviado a São Bernardo do Campo |

O ministro da Educação, Fernando Haddad (PT-SP), pré-candidato à Prefeitura de São Paulo em 2012, negou que a prisão de Mário Moysés, ex-assessor da senadora Marta Suplicy (PT-SP) , prejudique a pré-candidatura de Marta, ex-ministra do Turismo. Haddad lembrou que a senadora deixou a pasta há muito tempo e afirmou que não é possível relacionar as ilegalidades investigadas pela Operação Voucher, da Polícia Federal, com a gestão da senadora.

AE
Ex-presidente Lula, ministro Haddad e o prefeito Luiz Marinho durante feira de São Bernardo

“Não tem nenhuma relação com a gestão da senadora. Muito pelo contrário. A senadora tem todas as qualificações para se apresentar e total legitimidade”, disse o ministro. Assim como Haddad, Marta Suplicy também apresentou sua pré-candidatura pelo PT à sucessão do prefeito Gilberto Kassab.

Para o ministro Haddad, o fato de ele contar com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não o coloca em situação de vantagem em relação aos demais pré-candidatos. “O PT não funciona assim. O PT gosta de debater. Por isso, foram marcados 36 encontros. Acredito que é neste ambiente que vá surgiu um nome em São Paulo”, disse. Os encontros acontecerão entre os pré-candidatos e militantes petistas.

Haddad também afastou por completo a hipótese de deixar o ministério da Educação para fazer campanha antes do prazo determinado por lei, ou seja, no início de maio de 2012.

“A agenda do MEC é uma agenda difícil e me exige em Brasília. Os meus compromissos primeiros são com a presidenta Dilma Rousseff e, como vocês sabem, ela é exigente, cobra prazos e cobra resultados. Deixei muito claro aos companheiros que não colocaria isso em risco”, afirmou.

Nesta sexta-feira, Haddad participou da Feira do Livro de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, acompanhado do ex-presidente Lula . No final de semana, o ministro volta a participar de caravanas do PT na periferia de São Paulo e almoça com a bancada petista de vereadores.

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