Haddad começa corrida pela Prefeitura de São Paulo

Ministro da Educação vai participar de seminários do PT na Zona Leste da capital paulista. Esses encontros vão ajudar a definir o candidato para 2012

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Agência Brasil
Lula, o presidente da UNE, Augusto Chagas, e o ministro Fernando Haddad conversam durante o 52º Congresso da UNE, no meio de julho
De volta das férias, ministro da Educação, Fernando Haddad , entra para valer na disputa pela vaga do PT na eleição pela Prefeitura de São Paulo. Haddad confirmou presença nos seminários que o diretório municipal do partido promove neste final de semana na Zona Leste. Além disso, Haddad já começa a montar, com ajuda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , um grupo de apoio para a disputa interna.

Haddad confirmou presença nas plenárias do PT em Sapopemba, Tatuapé e São Miguel Paulista, na Zona Leste. No total, serão realizadas até dezembro 36 encontros. As plenárias são a fórmula encontrada pelo PT de São Paulo para evitar a realização de prévias para escolha do candidato à sucessão de Gilberto Kassab.

Os também pré-candidatos Jilmar Tatto e Carlos Zaratini também confirmaram presença. A senadora Marta Suplicy , considerada a principal rival de Haddad na disputa interna, ainda não confirmou presença. Desde maio Marta tem procurado conversar pessoalmente com lideranças locais do PT.

Sempre com o auxílio de Lula, Haddad começa a montar seu grupo político. O primeiro nome escalado para a fase pré-campanha é o do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho , homem de confiança do ex-presidente.

Caso o ministro vença a disputa interna, Marinho não poderá auxiliar Haddad na corrida eleitoral, já que estará às voltas com sua própria tentativa de reeleição. Nomes ligados à corrente de Haddad, Mensagem ao Partido, como o deputado federal Paulo Teixeira, o estadual Simão Pedro e o vereador Alfredinho devem se integrar ao grupo em uma segunda etapa.

Além disso, existe a expectativa no PT de que Lula participe pessoalmente das articulações internas, procurando líderes locais para conversas, com o objetivo de convencer o PT paulistano.

Hoje, a avaliação é que Marta lidera a disputa. O raciocínio de boa parte da bancada de vereadores é que a senadora, mesmo que não consiga vencer a eleição, pode chegar ao segundo turno com pelo menos 35% dos votos, alavancando as candidaturas à Câmara.

“O Lula vai precisar mexer os braços para emplacar o Haddad. Se mexer só o dedinho, a Marta será a candidata”, disse um dirigente petista.

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