Lula, o presidente da UNE, Augusto Chagas, e o ministro Fernando Haddad conversam durante o 52º Congresso da UNE, no meio de julho
De volta das férias, ministro da Educação, Fernando Haddad, entra para valer na disputa pela vaga do PT na eleição pela Prefeitura de São Paulo. Haddad confirmou presença nos seminários que o diretório municipal do partido promove neste final de semana na Zona Leste. Além disso, Haddad já começa a montar, com ajuda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um grupo de apoio para a disputa interna.
Haddad confirmou presença nas plenárias do PT em Sapopemba, Tatuapé e São Miguel Paulista, na Zona Leste. No total, serão realizadas até dezembro 36 encontros. As plenárias são a fórmula encontrada pelo PT de São Paulo para evitar a realização de prévias para escolha do candidato à sucessão de Gilberto Kassab.
Os também pré-candidatos Jilmar Tatto e Carlos Zaratini também confirmaram presença. A senadora Marta Suplicy, considerada a principal rival de Haddad na disputa interna, ainda não confirmou presença. Desde maio Marta tem procurado conversar pessoalmente com lideranças locais do PT.
Sempre com o auxílio de Lula, Haddad começa a montar seu grupo político. O primeiro nome escalado para a fase pré-campanha é o do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, homem de confiança do ex-presidente.
Caso o ministro vença a disputa interna, Marinho não poderá auxiliar Haddad na corrida eleitoral, já que estará às voltas com sua própria tentativa de reeleição. Nomes ligados à corrente de Haddad, Mensagem ao Partido, como o deputado federal Paulo Teixeira, o estadual Simão Pedro e o vereador Alfredinho devem se integrar ao grupo em uma segunda etapa.
Além disso, existe a expectativa no PT de que Lula participe pessoalmente das articulações internas, procurando líderes locais para conversas, com o objetivo de convencer o PT paulistano.
Hoje, a avaliação é que Marta lidera a disputa. O raciocínio de boa parte da bancada de vereadores é que a senadora, mesmo que não consiga vencer a eleição, pode chegar ao segundo turno com pelo menos 35% dos votos, alavancando as candidaturas à Câmara.
“O Lula vai precisar mexer os braços para emplacar o Haddad. Se mexer só o dedinho, a Marta será a candidata”, disse um dirigente petista.