Guerner tentou enganar MP com ¿dinheiro quente¿ em cofre secreto

Casal Guerner foi denunciado, junto com o ex-Procurador de Justiça do DF, Bandarra, por formação de quadrilha e concussão

Severino Motta, iG Brasília |

A promotora do Ministério Público do Distrito Federal, Déborah Guerner, e seu marido Jorge, tentaram enganar a Polícia deixando dinheiro quente em cofres escondidos pela casa. Desconfiando de uma iminente busca e apreensão, a dupla discutiu métodos para enganar as autoridades. A estratégia veio à tona devido a imagens gravadas pelas câmeras de segurança da residência.

Num dos diálogos gravados, e encontrado pela Polícia Federal num cofre enterrado no quintal da casa do casal, os dois discutem o que fazer com maços de dinheiro. Jorge diz a Déborah que o melhor seria colocar recursos sacados do Banco do Brasil nos cofres, para que, com uma eventual apreensão policial, fosse possível justificar a origem das notas.

Veja trechos do diálogo extraídos da denúncia contra o casal:

Reprodução
DG para Déborah e JG para Jorge Guerner

O expediente falhou justamente porque a Polícia Federal encontrou discos rígidos num cofre enterrado no quintal da casa com as imagens do circuito interno de TV e a conversa acima foi direto para a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o casal.

Além dos dois, o MPF denunciou o ex-Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal, Leonardo Bandarra . Os promotores respondem pelos crimes de formação de quadrilha, quebra de sigilo funcional e concussão (exigir dinheiro ou vantagem em razão da função que ocupa).

Eles são acusados de cobrar R$ 1,6 milhão de Durval Barbosa, delator do esquema que deu origem à Operação Caixa de Pandora e que levou à prisão o ex-governador José Roberto Arruda.

Déborah e Bandarra teriam vendido informações sobre operações policiais que seria realizadas contra Durval. Em depoimento à Justiça, o delator diz que fez pelo menos dois pagamentos, de R$ 500 mil cada, para o esquema operado pelos promotores.

Defesa

O advogado de Guerner, Pedro Paulo Guerra de Medeiros, disse que não vai se pronunciar sobre o caso pois o mesmo corre em segredo de Justiça. Ele também adiantou que vai pedir ao Tribunal Regional Federal, onde tramita o processo, que o sigilo seja mantido, uma vez que o MPF pediu sua derrubada.

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