Grupo é eleito para iniciar cassação em Dourados (MS)

Entre os integrantes estão 3 vereadores indiciados pela PF na "farra das propinas"; prefeito deve ter cassação em até 90 dias

Agência Estado |

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Uma comissão foi eleita nesta terça-feira (28) para iniciar a cassação do mandato do prefeito de Dourados (MS), Ari Artuzi (sem partido). A escolha aconteceu sob protesto da população, que lotou as 200 poltronas do plenário da Câmara, gritando frases de efeito e pedindo também a cassação dos 11 vereadores acusados pelo Ministério Público Estadual (MPE) como réus em processo sobre corrupção.

O grupo é composto por três vereadores indiciados pela Polícia Federal (PF) na chamada "farra das propinas", entre eles José Carlos Cimatti (PSB), como presidente, e Marcelo Barros (DEM), que também foi preso e denunciado, que será o relator. Não há outra escolha porque a única componente do legislativo douradense que escapou das denúncias é Delia Razuk (PMDB), eleita presidente da Casa há duas semanas.

Nesta terça-feira pela manhã não houve tumulto, mas muitos protestos pela presença de vereadores ficha-suja. A plateia fez muito barulho, mostrou cartazes condenando a corrupção que compreendia o rateio de propinas de empresas beneficiadas em concorrência publica, na base de R$ 50 mil por mês para cada parlamentar local.

Artuzi, apontado pela PF como chefe do esquema corrupto, estava recebendo R$ 500 mil mensalmente. Segundo explicou a Presidente da Câmara, o prefeito deverá ter o mandado cassado no máximo dentro de 90 dias, quando será concluído o trâmite legal. "Estamos normalizando a vida do legislativo municipal depois do lamentável episódio".

Em Campo Grande, a situação não foi diferente na Assembleia Legislativa. A sessão matutina teve de ser suspensa devido à presença de pessoas pedindo punição para os deputados estaduais e o governador André Puccinelli (PMDB), acusados de receber propinas. As denúncias levadas até o MPE e ao Tribunal de Justiça dão conta de que o governador recebia R$ 2 milhões por mês e os deputados R$ 120 mil mensalmente. As acusações foram feitas pelo deputado Ary Rigo (PSDB), e divulgadas em um vídeo na internet.

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