Grevistas vão pedir reajuste salarial a Lula

Servidores do Trabalho em greve desde maio vão aproveitar visita de Lula esta noite a Manaus para reivindicar aumento

Menezes y Morais, iG Brasília |

O presidente do Sindicato dos Servidores do Tribunal Regional do Trabalho no Amazonas e Roraima, Luís Cláudio Corrêa, informou que os servidores da Justiça do Trabalho no Amazonas, em greve pela revisão salarial, vão aproveitar a vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Manaus (AM) nesta sexta-feira para pedir reajuste salarial.

Lula e o governador do Amazonas, Omar Aziz, vão inaugurar de 800 casas do programa "Minha Casa, Minha Vida," logo mais às 20h (hora local) no Santa Etelvina. “Nós vamos recepcionar o presidente no Santa Etelvina e esperamos que ele nos atenda,” disse Luís Cláudio Corrêa. Representantes da categoria vão pedir a Lula a inclusão do Projeto de Lei (PL) 6613/2009 na pauta de votação.

Novas adesões

O PL trata do reajuste salarial de 30% da categoria. De acordo com o sindicalista, a greve – que começou em maio – tem a adesão de “grande parte dos servidores no Amazonas e Roraima e o movimento nacional já está sendo realizado em 12 estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Alagoas, Mato Grosso, Espírito Santo e Distrito Federal.

“No último dia 23, o Maranhão aderiu à greve e ontem (quinta-feira, 25), os estados do Pará, Amapá e Rio de Janeiro também se juntaram ao movimento,” acrescentou. O prazo final para o envio de projetos ao Orçamento Geral da União é 5 de dezembro. Até lá, os servidores esperam que o reajuste da categoria seja resolvido.

Tempo indeterminado

“Se o projeto da categoria for aprovado até essa data, tudo bem, o movimento se desfaz, mas se não for incluído na lei orçamentária, nós faremos greve por tempo indeterminado”, disse o vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho, Allan Kardec Farias.

Desde o início da greve, o sindicato realizou vários movimentos para tentar sensibilizar o governo sobre a luta dos servidores. Nos meses de agosto e outubro, por exemplo, foram realizados apagões, manifestações e assembléias em frente ao Fórum Trabalhista de Manaus, na Avenida Djalma Batista, zona centro-sul, onde o movimento continua

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