Grevistas conseguem encontro com Lula

Em greve há mais de 50 dias, eles querem apoio para projeto de lei que regulamenta a reposição salarial dos trabalhadores

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Para aproveitar a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pressionar por reajuste salarial, dirigentes da Federação Nacional dos Trabalhadores da Justiça Federal infiltraram grevistas no lançamento do livro do senador Aloizio Mercadante, candidato do PT ao governo de São Paulo, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na avenida Paulista, na capital. Na tentativa de evitar um confronto no local superlotado, o presidente aceitou receber três deles para uma conversa, e uma manifestação nos arredores foi suspensa temporariamente.

A orientação dos sindicalistas é para que os infiltrados “grudem” nos parlamentares que estão no lançamento para pedir apoio ao projeto de lei que regulamenta a reposição salarial dos trabalhadores da justiça federal.

Eles estão em greve há mais de 50 dias pedindo o reajuste. A diretora da Federação, Angélica Olivieri, acusa o governo federal de retardar sistematicamente as negociações com os trabalhadores da justiça. “O governo tem desrespeitado a nossa data-base constantemente há muitos anos”, afirmou.

A Federação Nacional dos Trabalhadores da Justiça Federal é ligada à Conlutas (coordenação Nacional de Lutas), entidade com influencia do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) e do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade). Além da reposição salarial, eles estão pedindo o fim da terceirização na justiça federal. “Funções como copeiro e ascensorista têm sido terceirizadas há muitos anos, e as empresas têm lucrado muito em cima desses trabalhadores que, na maioria dos casos, ganha um salário mínimo”, disse.

Além dos grevistas e sindicalistas que permanecem na livraria à espera dos parlamentares e do presidente Lula, outros grupos estão distribuídos em pontos estratégicos, como na porta na garagem, para chamar a atenção dos convidados que chegam ao evento. Ao som de vuvuzelas, eles já fizeram uma manifestação nas imediações do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) onde o presidente Lula teve encontro com o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi.

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