Governos tucanos divergem sobre mínimo estadual de R$ 600

Seis dos oito governos tucanos alegaram não ter condições de elevar o piso para o defendido pelo ex-governador José Serra

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Leo Drumons/NITRO
Eleito com o esforço de Aécio Neves, o tucano Anastasia defende mais debates para a definição do mínimo estadual de R$ 600
Maior partido oposicionista, o PSDB agita em nível federal uma bandeira levantada por seu candidato a presidente, José Serra , em 2010 - o salário mínimo de R$ 600 - que governadores eleitos pela legenda não querem adotar nos Estados que administram. Alegando fraqueza das suas economias, seis dos oito governos tucanos não têm perspectiva de usar sua prerrogativa de propor pisos estaduais acima do valor nacional.

O mínimo estadual já existe em São Paulo e no Paraná, mas não em Minas Gerais, por exemplo, Estado governado pelo PSDB desde 2003 - primeiro pelo hoje senador Aécio Neves e agora por Antonio Anastasia. "Se o Serra tivesse sido vitorioso, eu ia respeitar e tentar sacrificar alguma coisa para adotar ( o piso estadual )", disse o governador de Roraima, Anchieta Júnior (PSDB). "Cada Estado tem a sua particularidade. O piso ( de R$ 600 ) seria um sacrifício a mais".

Em Minas, o governo informou em nota que, "por enquanto", não vai tomar a iniciativa de apresentar a proposta. Segundo a assessoria do governador, Anastasia defende que a questão seja debatida "à exaustão", mas "sempre lembrando" que Minas é um Estado "bastante heterogêneo", com regiões muito ricas e outras muito pobres, o que dificultaria a adoção da medida. Também informaram que não há iniciativas para adotar o piso local os governos tucanos de Tocantins, Alagoas, Pará e Goiás. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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