Governo vai criar gabinete contra o tráfico na fronteira

Com sede em Brasília, gabinete funcionará a princípio com um funcionário de cada uma das cinco instituições envolvidas

Agência Estado |

O governo federal anuncia, nos próximos dias, a criação de um gabinete para reforçar a presença da Polícia Federal, das Forças Armadas e do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) nas fronteiras do País. O objetivo é o de combater a criminalidade, mas com ênfase no tráfico de drogas.

O gabinete vai funcionar em Brasília e será composto, inicialmente, por um funcionário de cada uma das cinco instituições envolvidas. A missão deles será manter contato direto com as equipes nas fronteiras, processar as informações repassadas, quando necessário, e montar operações conjuntas.

O acordo vai permitir que os agentes federais ocupem instalações militares em áreas remotas, além de contarem com o apoio em incursões em áreas de difícil acesso, como selvas. A prioridade será dada para as fronteiras da Amazônia e da Região Sul, onde a PF tem feito apreensões de grandes carregamentos de maconha e cocaína. Das 288 operações deflagradas pelos federais no ano passado, 59 (20%) miravam o tráfico de armas e/ou entorpecentes.

Outra preocupação da PF é com as ligações de facções criminosas brasileiras com grupos que controlam a produção de droga nos países vizinhos, caso das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Papéis apreendidos em 2008 com um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) mostravam que emissários da facção se encontraram com integrantes das Farc para fechar um "acordo comercial" para a compra de cocaína. Também há suspeitas da aproximação de traficantes brasileiros com grupos no Paraguai, na Bolívia e no Peru.

A ideia de desenvolver uma ação conjunta entre a PF e as Forças Armadas já vinha sendo discutida entre os chefes dessas instituições, mas ganhou força nos últimos meses, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Plano Integrado para Enfrentamento do Crack. Pouco antes do anúncio oficial, Lula determinou aos ministros envolvidos com as áreas de segurança (Defesa e Justiça) e Saúde que apresentassem projetos relacionados ao tema. Foi então que a proposta de unir esforços entre a PF, o Exército, a Marinha e a Força Aérea Brasileira ressurgiu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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