Governo e oposição selam acordo para votação do mínimo

Segundo Vaccarezza, a votação acontece sem obstrução e independentemente do apoio das centrais

Clarissa Oliveira, enviada a Brasília |

Agência Estado
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, diz ainda ter tempo para convencer Paulinha da Força
O líder do governo na Câmara deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) afirmou no início da tarde desta quinta-feira (10) que o Planalto e a oposição selaram um acordo para levar à votação o projeto para reajuste do salário mínimo. Segundo ele, o assunto será votado sem qualquer tipo de obstrução na noite da próxima quarta-feira (16) independentemente de as centrais sindicais apoiarem a proposta.

O acordo, segundo ele, prevê que a votação seja antecedida de um debate aprofundado na Câmara realizado durante as reuniões das bancadas, nas quais o governo terá direto a participar. Além disso, será montada uma comissão geral para discutir o tema com o ministro Guido Mantega (Fazenda) na terça-feira à tarde.

A oposição poderá apresentar uma emenda referente ao valor do salário mínimo, mas não apresentará nenhuma emenda estranha ao projeto do governo.

Questionado sobre a reação das centrais, que não apóiam o projeto de reajuste, Vaccarezza afirmou que “adoraria que o Paulinho da Força endossasse”. “Eu prefiro votar com o Paulinho apoiando os R$ 545. O PDT não concordou ainda ( com o projeto ) mas ainda temos tempo para convencê-lo”, completou.

A polêmica votação do reajuste do salário mínimo é o primeiro embate enfrentado por Dilma Rousseff desde que foi empossada presidenta da República. Depois de algumas manifestações de ambas as partes, o governo encaminhou hoje ao Congresso Nacional o texto do projeto de lei que define o reajuste a ser adotado, porém sem mencionar valores.

O governo já havia divulgado que manteria a correção concordada com as centrais sindicais ainda no governo Lula , em 2007, o que deixa o mínimo em R$ 545. As centrais pedem R$ 580. Parte da oposição sugere a apresentação de emenda elevando o salário para R$ 600. A regra defendida pelo Planalto é, na prática, a formalização do pacto informal feito entre governo e centrais sindicais, pelo qual o reajuste obedece à inflação mais a variação do PIB de dois anos antes.

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