Dois homens queriam entregar cartas à presidenta com relatos de descasos mas foram barrados pela segurança do Palácio do Planalto

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Os seguranças do Palácio do Planalto tiveram trabalho hoje para conter os primeiros protestos individuais no mandato da presidenta Dilma Rousseff . Por volta das 10h30, o militar reformado Wagner Onofre, 44 anos, de Manaus, tentou entrar no Palácio do Planalto para entregar uma carta à nova presidenta. Foi barrado pelos seguranças.

O militar reformado Wagner Onofre queria entregar uma carta à Dilma
Agência Estado
O militar reformado Wagner Onofre queria entregar uma carta à Dilma
Em entrevista, Onofre reclamou do descaso na área da saúde nas comunidades ribeirinhas do Purus e do Juruá. "A saúde está péssima, ninguém consegue consulta e tratamento especializado", reclamou.

Onofre contou que pretendia entregar a carta a Dilma no dia da posse, mas não conseguiu passar pelo esquema de segurança e se aproximar da presidenta. Disse que passou por transplante de fígado e recebeu medicação errada dos médicos.

Ele também reclamou das autoridades estaduais. "As autoridades dizem que a saúde está boa no Amazonas, mas quando elas têm um pequeno problema no pé vão se tratar no Rio ou em São Paulo", disse. "Agora, estão maquiando Manaus para a Copa do Mundo", afirmou. "A saúde está ruim no Brasil inteiro", ressaltou.

Logo em seguida, o eletricista José Antonio Beltrão, 45 anos, da cidade-satélite de Riacho Fundo, periferia do Distrito Federal, apareceu na portaria do palácio com um cartaz: "Dilma, o Bolsa Família está sendo roubado". Aos jornalistas, ele explicou que uma vizinha, mãe de seis filhos, não está recebendo o benefício do principal programa da área social do governo, mas não soube explicar o motivo.

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