Governo convoca base para contar infiéis na votação do mínimo

Ao iG, líder do PMDB diz que plano é ter 'um quadro melhor sobre a situação' da votação desta quarta-feira

Andréia Sadi, iG Brasília |

AE
O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, quer calcular nesta terça-feira (15), durante um almoço na casa do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, em Brasília, possíveis dissidências na base aliada durante a votação do salário mínimo. “A reunião será com os líderes dos partidos da base aliada para que possamos ter um quadro melhor da situação do mínimo”, disse Alves ao iG .

Segundo a conta do Planalto, a vitória da proposta de R$ 545 na votação, marcada para esta quarta-feira (16), deve ocorrer por 350 votos. O governo acredita que o PMDB está fechado com o governo e não irá se desgastar com dissidências na votação do salário-mínimo, já que outros partidos da base deverão se mobilizar por valores acima de R$ 545.

Há quem acredita na base que, caso haja mobilização pelo valor de R$ 560, a votação pode causar “sustos” no governo.

“Se eu fosse apostar, diria que os R$ 560 teriam apelo maior do que o previsto pelo Planalto, mas não suficiente para derrubar o que o governo quer”, disse um cacique do PMDB. Segundo ele, o PDT, PTB e PC do B, além da oposição, tendem a apoiar o valor rejeitado pelo Planalto. No encontro, Vaccarezza espera fechar o apoio ao projeto o PCdoB, PSB e parte do PDT. "Queremos que a base vote unida", disse.

Sobre o PMDB, Henrique Eduardo Alves disse que não haverá ‘’dissidências grandes” e nem propostas opostas à posição da presidenta Dilma Rousseff . A emenda de R$ 560 originalmente planejada deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não será reapresentada. “Henrique me pediu e eu não vou apresentar. Além do que, não quero que pareça retaliação, apesar de eu ter defendido este valor antes de Dilma tomar posse”, disse Cunha ao iG .

Para aprovar o salário mínimo, o governo precisa de maioria simples, ou seja, metade mais um dos parlamentares presentes. O governo quer manter o valor em até R$ 545, mas as centrais brigam por R$ 560. Hoje, Vaccarezza e o ministros das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, disseram que o governo está otimista com a aprovação do projeto de lei.

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