Governo adia votação de indicações para a agência de transportes

Rejeição de Bernardo Figueiredo para o cargo de diretor da ANTT é sinal da insatisfação de partidos da base aliada com o governo

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Escaldado pela rejeição no plenário, na quarta-feira, da recondução de Bernardo Figueiredo para o cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o governo decidiu adiar na Comissão de Infraestrutura do Senado (CI) a votação da mensagem da presidenta Dilma Rousseff designando dois diretores para a agência.

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No decorrer da reunião, nesta quinta-feira, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu à presidente da comissão, senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que suspendesse a votação da recondução de Mário Rodrigues Junior ao cargo de diretor e a indicação de Hederverton Andrade Santos também para a diretoria da entidade.

A senadora respondeu que o relator Vicentinho Alves (PR-TO) estava ali para ler seu parecer sobre um dos indicados e que não poderia impedi-lo. Lindbergh recorreu então ao pedido de vista, mas o quórum baixo o impediu de obter o apoio de pelo menos três senadores para suspender a votação. No final, o próprio relator Vicentinho optou em votar seu parecer na semana que vem.

Lindbergh disse que o adiamento se tornou necessário depois da rejeição do nome de Bernardo Figueiredo . "O governo pode querer mudar os nomes", justificou. No entender da senadora Lúcia Vânia, o desfecho da reunião foi positivo, "porque, com poucos senadores, poderia parecer que eu estava querendo tratorar a votação".

Na quarta-feira, o Senado derrubou a recondução de Bernardo Figueiredo ao cargo de diretor-geral. A votação foi apertada, 36 contra e 31 a favor, mas representa uma derrota significativa para o governo, que tem ampla maioria no Senado.

Para derrotar o governo, a oposição contou com dissidências dentro do PMDB , que nos últimos dias explicitou sinais de insatisfação com o Palácio do Planalto, e com o PR, que quer o ministério dos Transportes para voltar a base aliada.

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