Governador eleito de Santa Catarina anuncia 12 secretários

Demista ainda trabalha para alocar no primeiro escalão nomes da cota do PMDB e PSDB, que participam da aliança

Agência Estado |

O governador eleito em primeiro turno de Santa Catarina, Raimundo Colombo (DEM), anunciou hoje os nomes de 12 dos 21 secretários que irão compor o seu governo a partir do dia 1º de janeiro de 2011. O principal nomeado é o professor universitário Ubiratan Rezende, sem filiação partidária, mas indicado ao cargo pelo DEM para ocupar a secretaria da Fazenda.

Rezende assume a principal secretaria de governo na condição de técnico. Ele tem forte laço de amizade com Colombo. A Casa Civil terá como secretário o ex-deputado Antônio Ceron (DEM). Dalmo de Oliveira (PMDB) comandará a Secretaria de Saúde e Paulo Roberto da Costa (PSDB) passará a responder pela Secretaria de Assuntos Estratégicos. A Assistência Social será ocupada por Serafim Venzon (PSDB), a Infraestrutura terá Valdir Cobalchini (PMDB) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) será conduzida pelo promotor público César Grubba.

Colombo também anunciou o secretário do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), Paulo Meller (PMDB), e o titular da Procuradoria-geral do Estado, Nelson Cerpa. Antônio Gavazzoni (PSDB) vai dirigir a Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), e Delírio Bebber (PSDB) foi nomeado diretor da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). O ex-prefeito de Chapecó e deputado federal eleito João Rodrigues (DEM) é nome praticamente certo para comandar a Secretaria de Agricultura, porém, ainda não foi oficializado por causa da resistência de outros partidos aliados.

Entre as principais secretarias que ainda não tiveram seus titulares anunciados está a de Cultura, Turismo e Esporte, a mais cobiçada. Empresas públicas, autarquias e fundações, entre elas a Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS) também despertam o interesse dada a importância que representam para a economia do Estado.

Colombo, que já é alvo de críticas, principalmente dos peemedebistas, terá mais 15 dias para equacionar as reclamações sobre os espaços prometidos aos partidos da aliança (PMDB/PSDB/DEM) que o elegeram em outubro. O PMDB, maior partido de Santa Catarina, é o que mais se mostra insatisfeito. Assim como o PSDB, quer o cumprimento da promessa de campanha quando Colombo defendia que seu governo seria composto conforme a "geografia das urnas" e a base da representação dos partidos na Assembleia Legislativa.

Pelo critério, o PMDB ficaria com 32% dos cargos públicos do novo governo. No final de semana, Colombo chegou a afirmar que será muito difícil aplicar a "regra", acrescentando que "se fosse contentar a todos estaria no caminho da fórmula do fracasso".

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