Governador do DF nega ter pedido encontro com Cachoeira

‘Zero um’ pode ser o papa, diz Agnelo sobre áudios que mostrariam elo com o bicheiro

iG São Paulo |

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, negou nesta quarta-feira (11) no DF TV 2º edição, da Rede Globo, qualquer relação com o bicheiro Carlos Cachoeira, preso desde fevereiro na Operação Monte Carlo acusado de chefiar uma quadrilha de jogos ilegais. Citado como ‘zero um’ nas escutas , de acordo com a Polícia Federal, Agnelo ironiza o codinome.

- Daqui a pouco, meu nome vai se chamar ‘zero um’. Será que o ‘zero um’ não era o papa a que ele estava se referindo ou a outra autoridade? Isso é um absurdo, uma excrecência que eu repudio veementemente.

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AE
Grampos mostram que Agnelo teria pedido encontro com Cachoeira; ele nega

Grampos do inquérito da Operação Monte Carlo mostram que Agnelo teria pedido um encontro com o contraventor, informou nesta quarta-feira (11) o jornal O Estado de S. Paulo.

Os negócios no DF envolveriam pagamentos do governo de Agnelo a empresas do esquema, como a Delta Construções, e nomeações para cargos na administração. Ontem, o chefe de gabinete de Agnelo, Cláudio Monteiro, pediu demissão do cargo após o Jornal Nacional, da TV Globo, mostrar gravações em que ele é citado na conversa de dois supostos integrantes do grupo de Cachoeira.

Monteiro nega envolvimento com o grupo de Cachoeira, mas ligações tratam de valores que seriam pagos a ele em troca de uma nomeação para a direção de Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

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O caso Cachoeira deve resultar numa CPI no Congresso na próxima semana. Cachoeira, preso desde fevereiro pela Polícia Federal, teria ligações com parlamentares como os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO) e Sandes Júnior (PP-GO) e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), que aparecem nos grampos telefônicos da Polícia Federal, obtidos com autorização da Justiça. Demóstenes já é alvo de processo por quebra de decoro no Conselho de Ética do Senado.

Outro governador que entrou no noticiário foi Marconi Perillo, de Goiás. Sua ex-chefe de gabinete, Eliane Pinheiro, e o ex-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Edivaldo Cardoso, supostamente tinham relações com o empresário de jogos de azar. Já Perillo nega qualquer envolvimento com o bicheiro, admite que já conversou com ele, mas sobre incentivos fiscais.

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