Governador de GO dá sinal verde a PSDB para tocar CPI

Marconi Perillo disse a dirigentes tucanos que não tem nada a temer na investigação que tem como alvo Carlinhos Cachoeira

AE |

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O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), deu sinal verde para a investida do PSDB em favor da criação da CPI do Cachoeira, garantindo a dirigentes nacionais do partido que não tem nada a temer com a investigação. Aos correligionários que o procuraram nesta terça-feira (10), Marconi explicou que o empresário de jogos de azar, Carlos Augusto Cachoeira, só foi recebido por ele no Palácio de Governo do Estado "uma única vez", para tratar de incentivos fiscais a sua empresa de medicamentos sediada em Anápolis.

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Tal como relatara na segunda-feira em entrevista ao Grupo Estado, houve um segundo encontro, mas não no gabinete do Palácio das Esmeraldas. Foi uma conversa informal, durante jantar na casa do senador Demóstenes Torres (GO), hoje sem partido, quando Cachoeira reclamou que não havia sido atendido e o governador comprometeu-se a encaminhar seu pleito à secretaria de Fazenda.Nesta terça-feira, o Conselho de Ética do Senado aceitou o pedido para investigar o envolvimento do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com o esquema de jogos ilegais de Cachoeira.

Reunida para o almoço semanal em Brasília, a cúpula tucana decidiu apoiar e liderar a ofensiva em favor da CPI do Cachoeira. "O PSDB está tranquilo em relação ao Marconi e não tem por que vacilar. Ao contrário, estaremos firmes na defesa da investigação e não à reboque dela", disse nesta terça-feira o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE).

Aos vários interlocutores do partido, Marconi lembrou que, desde o ano passado, quando chegou ao governo goiano, a Polícia Civil deflagrou mais de 400 operações de apreensão de máquinas de jogos ilegais, entre as quais caça-níqueis. Nesse período 1.801 máquinas foram apreendidas e parte delas já foi destruída, enquanto outras aguardam decisão judicial para serem destruídas.

Alvo de denúncias, Demóstenes, que deixou o DEM na semana passada, ainda pode ser alvo de duas CPIs: uma Câmara e outra no Senado. Os parlamentares tentam conseguir assinaturas para investigar a relação de políticos com Cachoeira, que está detido no presídio federal de segurança máxima de Mossoró (RN) . O objetivo é ampliar a apuração para além do senador Demóstenes uma vez que outros nomes surgiram ao longo da investigação da Polícia Federal.

Marco Maia, presidente da Câmara, defendeu nesta terça que a CPI que investigará as ligações entre Cachoeira e políticos deveria ser mista. A Assembleia de Goiás também deve instalar uma CPI para realizar investigações.

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