Goldman é vaiado por grevistas do Judiciário e se exalta

Servidores vaiam governador de SP durante oito minutos. Goldman diz que "nada nem ninguém nunca na minha vida há de intimidar"

Agência Estado |

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A inauguração do campus de Sorocaba (SP) da Universidade Federal de São Carlos tornou-se palco de protestos de servidores do Poder Judiciário estadual, em greve há 116 dias, contra o governador de São Paulo, Alberto Goldman. Durante a cerimônia, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador enfrentou vaias durante os oito minutos e meio em que discursou.

Apesar da manifestação, Goldman insistiu com seu discurso diante de um constrangido Lula que, em alguns momentos, ameaçou interferir, mas não o fez. No início, o governador usou a presença de Lula para tentar conter a manifestação.

"Lula me conhece. É de 40 anos que me conhece e sabe quem eu sou. Sabe que isso não mexe comigo, não me abala", disse Goldman que prosseguiu citando dados sobre realizações do governo paulista na área de ensino técnico e superior. Depois dessa manifestação de Goldman, Lula aplaudiu o governador. Ao final de seu discurso, sem que os protestos tivessem diminuído, o governador se exaltou e gritou ao microfone: "Nada nem ninguém nunca na minha vida há de intimidar".

O pequeno grupo, formado por cerca de 50 pessoas, que o fazia protesto vestia camisas vermelhas da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e segurava faixas com os dizeres "Judiciário parado há 116 dias"; "Queremos solução" e "Goldman, a culpa é sua". A greve dos servidores do Judiciário paulista foi iniciada ainda quando José Serra (PSDB) ocupava o Palácio dos Bandeirantes.

O prefeito de Sorocaba, Victor Lippi (PSDB), também recebeu vaias dos integrantes do protesto, mas em volume menor. Já o presidente Lula foi ovacionado pela plateia, ao todo, de cerca de 200 pessoas, entre estudantes, convidados da prefeitura e políticos. Os manifestantes cantaram o jingle que ficou famoso na campanha presidencial de Lula em 1989 - "olé, olé, olá, Lula".

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