Garotinho reafirma convite do PT de Dilma

Segundo ex-governador, apesar do PT negar, ligação partiu de interlocutor do partido no Rio, onde Dilma cumpriu agenda hoje

Andréia Sadi, iG Brasília |

O ex-governador do Rio Anthony Garotinho reafirmou em entrevista ao iG na noite desta segunda-feira que foi convidado por um interlocutor do PT do Rio para se encontrar com a candidata Dilma Rousseff, que estava em viagem ao Estado hoje. Garotinho desmentiu nota publicada em seu blog e atribuiu equívoco a um assessor. Segundo a nota, o ex-governador teria dito que “não houve de maneira nenhuma essa história, de ser procurado pelo pessoal da Dilma e ter me recusado a encontrar com ela.” Ao iG , Garotinho reafirmou que foi procurado pela equipe do PT .

“Foi um cara da base dela, que se diz representante do governo. Estou te dizendo que eles convidaram, que eles agora mandaram uma nota também dizendo que não convidaram não. O pessoal da Dilma está dizendo que não, mas eu tenho gravado”, disse o ex-governador. E completou: “ Eu disse para o rapaz que me ligou, do meu blog, que eu não achava conveniente participar de evento com Dilma porque a decisão do PR só vai ser tomada em junho”.

Garotinho detém a gravação do interlocutor que o procurou em nome da campanha de Dilma. O ex-governador disse que a pessoa chama-se Sancler Mello. “ (Ele disse) Precisamos nos encontrar hoje com a ministra Dilma. Eu disse que não vou me encontrar. Eu não sei nem quem é Sancler Mello. Nunca vi. Eu sempre conversei com Pimentel (Fernando) e Padilha (Alexandre). Devem ter sido eles que passaram o telefone para esse cara”, arriscou. 

Candidato à reeleição pelo PMDB, o governador Sérgio Cabral não aceita dividir o apoio da candidata com Garotinho, que também concorrerá. Dilma já declarou que o palanque do PT no Estado é de Cabral, mas não descarta outros apoios.

Garotinho, duas vezes governador do Rio, já foi um crítico feroz do presidente Lula e, no passado, costumava atacar publicamente o presidente, época em que atuava como secretário de Segurança Pública na gestão de sua mulher, Rosinha Garotinho, que o sucedeu.

O ex-governador do Rio foi candidato à Presidência em 2002, mas não chegou ao segundo turno da eleição, vencida pelo presidente Lula.

De olho na sucessão estadual em 2010, Garotinho - que deixou o PMDB depois de uma intensa disputa interna com Cabral pelo comando da legenda regional - se filiou ao PR , partido da base do presidente Lula, assim como o PMDB, de Sérgio Cabral.

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