Garibaldi pressiona por decisão do valor do salário mínimo

No papel de moderador, ministro da Previdência afirmou que tentará acordo no Congresso para definição do valor do salário mínimo

Agência Brasil |

O ministro da Previdência Social e senador eleito pelo PMDB, Garibaldi Alves Filho (RN), atuará como moderador entre o comando peemedebista – que quer rever o valor do salário mínimo de R$ 540, definido por medida provisória – e o Executivo, que se nega a reavaliar o reajuste. Garibaldi Alves disse nesta quarta-feira (5) que o melhor seria governo e Legislativo “sentarem-se à mesa” para tentar encontrar uma solução que “não pode ir muito adiante, infelizmente, dos R$ 540”.

“Estou investido, aliás eu me investi desse papel de moderador nessa hora uma vez que não recebi essa delegação de ninguém, porque eu sei o que representa para a Previdência esses números”, afirmou Garibaldi Alves.

Ele acrescentou que tentará um acordo, no Congresso, para que os cofres da Previdência Social não sejam ainda mais sobrecarregados a partir de uma revisão da medida provisória que eleve o valor do salário mínimo além do previsto pelo governo. Garibaldi Alves Filho destacou o cuidado e o critério que se deve ter na fixação do valor.

“Desejamos e isso é o óbvio o melhor para o trabalhador, mas nós não queremos ver o País numa situação de dificuldade a partir do que o salário mínimo representa como indexador. Indexador de salário, indexador de aposentadorias e pensões, uma série de números que dependem do salário mínimo”, afirmou o ministro.

Na qualidade de representante do quadro partidário peemedebista, Garibaldi Alves saiu em defesa do PMDB na decisão de anunciar que não está convencido de que os R$ 540 seja o valor máximo que o governo pode conceder aos trabalhadores, neste ano. Ele destacou que cabe a ele, como representante da equipe ministerial da presidenta Dilma Rousseff , defender e tentar um consenso em torno de um acordo.

Garibaldi Alves Filho disse que, no encontro desta terça-feira (4) à noite entre o comando do partido e seus integrantes no primeiro escalão do governo, o assunto não foi avaliado. “Na reunião, não se discutiu a questão do salário mínimo, se discutiu a questão do relacionamento do partido com o Executivo, mas essa questão pontual do salário mínimo não foi discutida. Até lamento porque seria oportuno.”

Sobre sua gestão na Previdência Social, o ministro destacou duas frentes nas quais pretende fortalecer a fiscalização no combate à corrupção: sobre fraudes com empréstimos consignados de aposentados e pensionistas e sobre o recebimento das dívidas ativas.

Garibaldi Alves Filho participou, no Senado, da posse do primeiro suplente e seu pai, Garibaldi Alves, na vaga da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), que se elegeu para o governo do Estado do Rio Grande do Norte.

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