Gafes marcam votação do salário mínimo no Senado

Na primeira grande votação da nova legislatura, senadores se estranham e protagonizam escorregadas no plenário

Nara Alves, iG São Paulo |

Durante a sessão que aprovou o salário mínimo de R$ 545 , a primeira grande votação da nova legislatura no Senado, alguns congressistas se estranharam. Ao longo das cerca de nove horas de discursos e embates, vários deles mais inflamados, os parlamentares cometeram diversas gafes.

AE
O senador tucano Mário Couto
Babador

Dono de um dos discursos mais eloquentes desta quarta-feira, o senador Mário Couto (PSDB-PA) teve de tirar um lenço do bolso para limpar o entorno de sua boca e seu rosto. “Lá vem a baba. Quando a democracia está ameaçada eu babo demais", justificou ao microfone.

Couto argumentava contra o artigo 3º do projeto que define que os reajustes serão conferidos por decreto presidencial, e não passarão pelo Congresso. Esse artigo, segundo ele, vai contra a Constituição brasileira e, por isso, é uma ameaça à democracia.

Senadora quem?

Assumindo as funções de presidenta da sessão na ausência de José Sarey (PMDB-AP), a senadora Marta Suplicy (PT-SP) passou pelo constrangimento de, ao que tudo indicava, desconhecer ou ter esquecido do nome da líder do PSOL. Ao solicitar à Mesa a oportunidade de falar em nome da bancada, Marinor Brito (PSOL-PA) não informou seu nome. "Obrigada, senadora...., disse Marta, que em seguida permaneceu em silêncio por vários segundos até, aparentemente, ter sido lembrada por algum assessor. "...Marinor Brito, obrigada", concluiu.

AE
Itamar e Sarney conversam na Mesa
Pai não é padrasto

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) aproveitou seu discurso para fazer um alerta sobre a ameaça de retorno da inflação. Na fala, atribuiu ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) a implementação do Plano Real. Sentado e atento, o também ex-presidente Itamar Franco (PPS-MG) logo se levantou e pediu a palavra para reclamar. “Eu não poderia me calar”, disse Itamar. José Sarney tratou de amenizar os danos: “Todo mundo sabe que o Plano Real foi implantado no governo de Itamar Franco”.

O regimento

Boa parte das discussões que ocorreram no Senado não foram exatamente em torno do salário mínimo, mas sim sobre o regimento. Depois de uma confusão sobre as regras de votação na Casa, a senadora Marinor fez questão de ressaltar para Sarney que, embora novata, conhecia o regimento.

Experiente, Sarney, que está em seu terceiro mandato à frente do Senado, ironizou. "A senhora é mais feliz do que eu que estou aqui há 30 anos e ainda não sei o regimento". Poucos minutos depois, quando todos estavam votando, Sarney lembrou que o regimento o impede de votar. Em seguida, ouviu a seguinte provocação: "Já que o senhor conhece pouco o regimento, pode votar".

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