Furnas e Caixa estão na lista da fatura do PMDB após mínimo

Depois de votar em massa no salário de R$ 545, o PMDB quer indicar uma diretoria em Furnas e uma vice-presidência na Caixa

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Depois de votar de forma absoluta na proposta de aumento do salário mínimo de R$ 545, o PMDB começa hoje a cobrar a fatura do Palácio do Planalto. O partido do vice-presidente da República Michel Temer quer ocupar os cargos que restam no segundo escalão.

Ainda durante a votação realizada no fim da noite desta quarta-feira, o iG conversou com integrantes do PMDB sobre o assunto.

AE
Deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB) reforçou na votação que os deputados do PMDB foram conforme orientação do governo
Ignorado na formação do primeiro escalão, o PMDB de Minas Gerais já anunciou que vai lutar para emplacar o ex-deputado Marcos Lima numa diretoria da empresa de energia elétrica Furnas. “Ele é o nosso indicado”, disse o deputado Newton Cardoso (PMDB -MG).

Também integrante da bancada mineira do PMDB, o deputado Leonardo Quintão confirmou o apoio a Marcos Lima para ocupar uma diretoria em Furnas. “O presidente Flavio Decat deverá indicá-lo para uma diretoria para acabar com as insatisfações”, disse.

Decat foi escolhido presidente de Furnas no lugar de Carlos Nadalutti, que havia sido indicado pela bancada do PMDB do Rio de Janeiro. O líder do PMDB na Câmara,  (RN), entrou em rota de colisão com o Palácio do Planalto ao tentar mantê-lo no posto .

Após a votação de ontem do salário mínimo, Alves fez questão de ressaltar na tribuna que os 77 deputados presentes na sessão votaram de acordo com a orientação do governo. “Demos uma grande demonstração hoje”, disse. Mesmo sem anuência de Alves, peemedebistas que foram à Câmara ontem insistem em pedir cargos.

Apesar de ter trocado a Casa pelo Senado, o senador Wilson Santiago (PMDB-PB) acompanhou parte da votação do mínimo na Câmara e disse que batalhará pela nomeação do ex-governador da Paraíba José Maranhão (PMDB) para a vice-presidência de Loterias da Caixa Econômica Federal. “Estamos esperando a confirmação. Está quase tudo certo”, disse.

O deputado Danilo Forte (PMDB-CE) negou que a definição do novo presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) esteve condicionada à votação do salário mínimo. Ele tenta definir um nome junto com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Não disse que uma coisa estava ligada à outra”, afirmou Forte. A decisão ficaria a cargo do líder do PMDB, Padilha e o ministro Palocci ainda nesta quinta-feira (17) para a escolha do novo presidente da Fundação. O mais cotado é Ruy Gomide.

O iG apurou, no entanto, que a presidência da Funasa também foi oferecida ao PT de Minas Gerais ligado aos ex-ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência).

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