'Fuerza, fuerza', diz Chávez em apoio a Palocci

Em Brasília, presidente da Venezuela não sobe a rampa por problemas no joelho, encontra Dilma e demonstra apoio a Palocci

iG São Paulo |

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou a Brasília para o primeiro encontro com Dilma Rousseff depois da posse da presidenta. Por conta de uma recente operação nos joelhos, Chávez não cumpriu o  tradicional protocolo de recepção de chefes de Estado e não subiu a rampa do Palácio do Planalto. Na fila de cumprimentos, o presidente venezuelano demorou bastante tempo. O primeiro a ser cumprimentado foi o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Chávez, então, mostrou apoio ao ministro. “Fuerza, fuerza”, repetiu o presidente, em espanhol.

Agência Brasil
Em meio à crise, Palocci ganhou manifestação de apoio do presidente venezuelano








Dilma, por sua vez, evitou o assunto. Em almoço no Palácio do Itamaraty, a presidenta evitou perguntas sobre a permanência do chefe da Casa Civil no seu governo. O ministro, que entrou no prédio pelo acesso lateral (o mesmo utilizado por Dilma e Temer para ingressar no Itamaraty), também não respondeu às perguntas da imprensa. Além de Palocci, participaram do almoço o vice-presidente da República, Michel Temer ; dos ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e das Comunicações, Paulo Bernardo, além do assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia.

Depois do almoço, a presidenta afirmou haver uma “parceria estratégica” ligando o Brasil e a Venezuela. Ao presidente Chávez, Dilma disse que o governo brasileiro aguarda com “grande expectativa” a conclusão do processo de adesão da Venezuela ao Mercosul. O Congresso Nacional brasileiro já aprovou a entrada da Venezuela no Mercosul, o único país que ainda não o fez foi o Paraguai.

Visita oficial

Conduzido pela equipe do cerimonial do Planalto, Chávez usava uma bengala, esbanjou simpatia e bom-humor. Ao ver os jornalistas no Planalto, Chávez se dirigiu a eles e contou que durante um passeio em uma praia venezuelana ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi parado por um grupo de pessoas. Curioso, Chávez perguntou se aquelas pessoas eram da imprensa. Segundo o presidente, em coro, o grupo respondeu que “sim”, mas que também “era gente”. A brincadeira provocou risos entre os presentes.

É a segunda vez em que Chávez e Dilma se reúnem, a primeira foi em janeiro na posse da presidenta. No começo de maio, o venezuelano agendou visitas ao Brasil, Equador e a Cuba. Mas, segundo ele, por recomendação médica, adiou as viagens para ficar de repouso por causa de uma inflamação no joelho esquerdo.

Conselho de Segurança

Chávez defendeu a candidatura do Brasil a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), se houver uma reformulação da atual estrutura do órgão. Chávez disse que a Venezuela apoia de “maneira incondicional” o ingresso do Brasil no órgão. Segundo ele, é a maneira ideal de romper com a hegemonia dos Estados Unidos no conselho.

“A Venezuela apoia de maneira incondicional o ingresso do Brasil como membro permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. É a melhor maneira de romper a hegemonia que é permitida aos Estados Unidos”, disse, ao se referir à iniciativa norte-americana de liderar uma campanha para a aprovação de uma área de exclusão de aérea na Líbia como forma de proteção para os civis em meio aos conflitos entre as forças aliadas do presidente líbio, Muammar Khdafi, e a oposição.

* Com informações da Agência Brasil

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