Força Sindical vai indicar Brizola Neto como ministro do Trabalho

Segundo o presidente da central e deputado federal Paulo Pereira da Silva, o PDT tem condições de manter pasta

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Presidente da Força, deputado Paulinho
O presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), vai indicar o colega Brizola Neto (PDT-RJ) como ministro do Trabalho. Ele tem dito a companheiros de partido que "não faz sentido" a legenda abrir mão da pasta que administra desde 2007. A estratégia visa, sobretudo, evitar que o Trabalho volte ao comando do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Uma das principais lideranças sindicalistas do País no Congresso, Paulinho acumula as funções de presidente da Força Sindical e do diretório regional do PDT no Estado de São Paulo.

Anteontem na reunião da sua Executiva, o PDT escalou uma comissão de integrantes do partido para negociar com a presidenta Dilma Rousseff um substituto para Carlos Lupi, que deixou o cargo no domingo em meio a uma crise na pasta . Além de irregularidades em convênios com Organizações Não-Governamentais no Ministério, foi revelado que Lupi ocupou cargos públicos ilegalmente antes de ser ministro. Até o momento, o secretário-executivo do Trabalho, Paulo Roberto Pinto, tem atuado como ministro interino.

Apesar de ser presidente licenciado do PDT, Lupi foi afastado das negociações sobre a participação da legenda no governo. Além de Paulinho, integram a comissão que conversará com a Dilma os deputados Manoel Dias (SC), secretário-geral do PDT, André Figueiredo (CE), presidente em exercício, e os líderes Giovanni Queiróz (PA), da Câmara, e Acir Gurgacz (RO), do Senado.

Num primeiro momento, Figueiredo e Dias haviam defendido que o PDT deixasse o Trabalho e buscasse uma outra pasta. Nesse sentido, o partido tentaria patrocinar a ida do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) para a pasta. Ele foi ministro do Trabalho no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e tem boa relação com a Força Sindical.

PP e o Ministério das Cidades

Paulinho, porém, avalia que o PDT ainda tem condições de ficar com a pasta do Trabalho ou, pelo menos, evitar que um petista ou um cutista seja escolhido para o posto. Dono da pasta das Cidades desde 2005, o PP também tem intenção de não mudar de pasta. “Foi sinalizado para a gente que devemos permanecer com o Ministério das Cidades”, disse Eduardo da Fonte (PP-PE).

Numa situação similar a de Lupi só que em menor escala, o ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP-BA), também tem sido alvo de denúncias. Entre elas, a que teria determinado a alteração de um parecer contrário a mudanças numa obra de infraestrutura da Copa do Mundo em Cuiabá (MT). O Ministério Público Federal abriu uma investigação sobre o caso.

O maior problema de Negromonte, porém, é político. Em agosto deste ano, ele perdeu o apoio da maioria dos integrantes da bancada do PP na Câmara. Isso resultou na substituição do líder Nelson Meurer (PR) por Aguinaldo Ribeiro (PB). O grupo adversário de Negromonte pede a substituição dele por um outro deputado do PP. 

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