Filippi Jr. deve coordenar programa de governo de Haddad

Deputado federal pediu ao ex-ministro que o liberasse da coordenação das finanças e o nome mais cotado para assumir é Newton Lima

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O pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, trabalha para ter como coordenador de seu programa de governo o deputado federal José de Filippi Jr. (PT), que havia sido sugerido como tesoureiro da campanha. Filippi pediu ao ex-ministro que o liberasse da coordenação das finanças. O nome mais cotado para assumir o posto é o do também deputado Newton Lima (PT).

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"São sugestões, mas não estão processadas. É algo que apenas se cogita", afirma Haddad. Ele diz ter procurado Lima para pedir ao deputado que coordenasse a parte de ciência e tecnologia do programa. Segundo um interlocutor, o ex-ministro não conseguiu contato com Lima, em viagem à Espanha.

O deputado se encaixa no perfil que o pré-candidato busca: um ex-prefeito com experiência no trato com finanças e que o partido considere de "extrema confiança", que deve centralizar todo o processo e ter de dois a quatro operadores que auxiliarão na arrecadação de fundos para a campanha do ex-ministro. Newton Lima foi prefeito de São Carlos, no interior de São Paulo, por dois mandatos consecutivos, entre 2001 e 2008.

Menos cotados, mas também na lista de possíveis coordenadores de finanças, estão o deputado Ricardo Berzoini (PT), o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, e o tesoureiro do PT Nacional, João Vaccari Neto.

O escolhido dividirá a responsabilidade da parte financeira com o tesoureiro do PT municipal, vereador Alfredinho.

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Desistência

Petistas próximos a Haddad afirmam que Filippi, sugerido ao ex-ministro como tesoureiro pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , disse a Haddad que não queria ser taxado como homem forte das finanças do partido. O deputado foi o coordenador financeiro das últimas duas campanhas petistas à Presidência: a de Lula em 2006 e a de Dilma em 2010.

Na conversa com o ex-ministro, Filippi se disse à disposição para cuidar da área metropolitana no programa de governo.

Petistas ouvidos pela reportagem reforçam a versão apresentada a Haddad, mas apontam outras razões para a recusa. Uns veem em Filippi ambições ministeriais, que o impediriam de assumir uma tarefa que lhe exigisse muito na campanha.

Outros apontam a necessidade de uma presença maciça do deputado na eleição em Diadema (SP), onde terá de ajudar a reeleger o atual prefeito, Mário Reali (PT). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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