Fernando Haddad desconfia de aliança proposta por prefeito Kassab

Segundo interlocutores, ministro da Educação duvida que Kassab irá de fato apoiar o PT na corrida pela Prefeitura da capital

Adriano Ceolin e Priscilla Borges, iG Brasília |

LEONARDO SOARES/AE
O ministro da Educação, Fernando Haddad
O ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), disse ontem a interlocutores próximos que desconfia dos planos do prefeito paulistano Gilberto Kassab (PSD) em fazer uma aliança para disputar a Prefeitura de São Paulo neste ano.

O pensamento de Haddad é parecido com a da maior parte dos petistas de São Paulo. Setores, principalmente do PT da capital, dizem rejeitar a proposta do presidente do PSD.

A ideia de aliança surgiu na conversa entre Kassab e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada. Apesar da aliança que mantém desde 2004 com o PSDB na capital paulista, o prefeito teria oferecido um nome do seu partido, o PSD, como vice na chapa de Haddad.

O mais cotados para o posto seriam o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles e a atual vice-prefeita Alda Marco Antônio. Ambos do PSD. Procurado pela reportagem do iG no seu gabinete, Haddad não quis falar sobre o assunto.

Líder do PSD da Câmara e amigo de Kassab há 30 anos, o deputado federal Guilherme Campos (SP) confirmou o plano da legenda de indicar um nome como vice de Haddad. “Por que não? Estamos abertos. É só o Haddad querer. Tem de perguntar para ele”, disse ao iG hoje.

Campos, porém, preferiu não comentar o conteúdo da conversa entre Kassab e Lula. O líder do PSD ressaltou que “não existe veto a qualquer partido”. “Esse é um período de conversas. Falamos com o PSDB, com o PT e com as outras siglas também”, disse.

Apesar da fala de Campos, o iG apurou que Haddad concorda com a análise de diferentes setores do PT de que a hipótese de aliança com Kassab ainda é remota. Isso por conta do vínculo do prefeito com o PSDB. Sobretudo com a ala ligada ao ex-governador e ex-prefeito José Serra - Kassab o sucedeu na prefeitura em abril de 2006.

Permanência

Haddad adiou pela segunda vez sua saída do Ministério da Educação . Ontem, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff, ficou decidido que ele só deixará a pasta no fim de janeiro. O plano de Haddad era sair no dia 16. Em dezembro passado, ele também foi demovido pela presidenta, que pediu para ele permanecer no cargo até definir um substituto.

Na virada do ano, o nome de Aloízio Mercadante (PT), atual ministro da Ciência e Tecnologia, chegou a ser confirmado por integrantes do Palácio do Planalto. Na semana passada, ele deu uma entrevista em que admitiu que poderia ocupar a pasta. Dilma, porém, não gostou de Mercadante ter falado sobre assunto sem a nomeação ter sido oficializada.

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