Famoso por dirigir embriagado planeja ser vereador em Belo Horizonte

Plataforma de campanha do homem que ficou conhecido como o "bêbado do pijama" ou "bebi" deve ser de prevenção ao uso de álcool ao volante, especialmente entre jovens

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Reprodução/Facebook
O empresário Elisson Miranda, conhecido como "Bebi"
Sete meses após envolver-se pela quarta vez em uma ocorrência policial e 13 quilos mais magro, o empresário Elisson Alain Miranda, 43 anos, quer dar a volta por cima.

Conhecido como “bêbado do pijama” ou “Bebi, Bebi, bebi”, Miranda foi flagrado pela primeira vez em julho de 2008, acusado de dirigir sob efeito de álcool. Detido e algemado de pijama, ele afirmou a jornalistas e cinegrafistas: “Bebi, bebi, bebi, bebi, bebi”.

Veja o vídeo: Conhecido como o Bebâdo do Pijama

De lá, até meados do ano passado, o chamado “Bebi” envolveu-se outras três vezes em ocorrências semelhantes. A notoriedade na mídia chamou a atenção de partidos políticos e, após estudar propostas, ele filiou-se ao PRTB. Agora, ele estuda disputar, nas eleições de outubro, uma das 41 cadeiras na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

A fama de Miranda é facilmente constatada no YouTube. Em um dos vídeos, com a presença dele fazendo caretas para repórteres , o número de acessos já ultrapassa um milhão.

 Longe da bebida desde junho do ano passado, segundo ele, sua intenção agora é trabalhar para conscientizar jovens.

“Beber pode, só não pode é pegar a direção. É preciso prevenir porque, quando a pessoa não bebeu, ela sabe do risco, mas, depois, perde essa consciência. Eu me arrependi muito, mas, graças a Deus, nunca feri ninguém”, diz Miranda.

Morador da zona oeste de Belo Horizonte, o “Bebi” está sem carteira de habilitação há três anos. E desde que foi flagrado, em junho do ano passado, dirigindo supostamente alcoolizado e sem a carteira (cassada anteriormente), ele diz que nunca mais bebeu. E também nunca mais dirigiu.

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O empresário confessou ao iG ter problemas com álcool. “Eu tinha um problema mais sério com a bebida e estou muito chateado de estar sem carteira porque preciso dela para trabalhar. Meu primeiro processo, já venci. Consegui provar que eu não estava no volante”, diz ele, relembrando sobre quando foi detido de pijama, supostamente por provocar um acidente embriagado.

Miranda não quis dar detalhes sobre se passou por um tratamento para resolver seu problema com o álcool porque “isso é uma coisa muito pessoal”.

A carteira de habilitação de Miranda foi a primeira em Minas Gerais a ser suspensa, em 2008, após o vigor da Lei Seca. Quando isso ocorreu ele já havia sido detido duas vezes (julho e outubro de 2008). Em 2009, “Bebi” foi detido novamente.

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A última vez foi no ano passado, após beber em um posto de gasolina perto de sua casa. Para garantir sua marca registrada, Miranda afirmou ao iG que há quatro meses registrou pela internet como sua marca o nome “Bebi”. “Virei um popstar e isso passa, mas o 'bebi' sempre vai ficar comigo”. Caso se candidate mesmo, o empresário pretende colocar o “Bebi” na cédula virtual de votação.

O PRTB não foi escolhido por acaso e o assédio para filiação, segundo ele, veio de três legendas. Por causa do coeficiente eleitoral, partidos com menor representatividade, como o PRTB, conseguem eleger nomes com número menor de votos. Já em partidos maiores, além da disputa com adversários de outras legendas, o candidato precisa brigar com os próprios correligionários. No PRTB, a estimativa é de que para eleger-se vereador, sejam necessários cerca de 3.500 votos. Mas “Bebi”, esperam alguns, pode surpreender e ser um puxador de votos.

“Estudamos a candidatura dele e pode ser uma surpresa. No caso dele, após o erro, encontrou um caminho correto e passou até a ser uma referência em campanhas educativas. É possível viabilizar uma candidatura de uma pessoa que tenta um reposicionamento”, diz o presidente do PRTB em Minas Gerais, Aristides França Neto.

O dirigente partidário conta ainda que sua legenda deve ter chapa completa de vereadores, sem coligação nas eleições proporcionais e com nomes ligados às igrejas católica e evangélica.

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