Ex-senadora Serys Slhessarenko é expulsa do PT em Mato Grosso

Comissão de Ética da executiva regional entendeu que retaliação feita por senadora era infidelidade partidária

AE | 17/05/2011 20:45

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A ex-senadora do PT, Serys Marli Slhessarenko, ficou incrédula com a decisão da Comissão de Ética da executiva regional que decidiu por recomendar sua expulsão. "Hoje sou uma cidadã comum sem poderes e filiada ao Partido". A petista taxou a decisão de "um ato deslocado".

A sentença teria ocorrido porque a Comissão entendeu que houve infidelidade partidária por parte da petista nas eleições de 2010. O parecer da comissão será votado pela executiva regional do partido composto por 47 membros.

Nas eleições de 2010, dois petistas brigaram publicamente. Serys defendia seu nome para concorrer à reeleição do Senado e o então deputado federal Carlos Abicalil dizia que o direito de disputar era seu. A decisão foi para uma prévia interna dos petistas. Ao ser derrotada, a então senadora acusou o deputado de traição e não incluiu o nome de Abicalil em seu material de propaganda. Os dois foram derrotados.

"Minha história não condiz com essa decisão. Afinal, são 23 anos de partido, 20 de mandatos sem nenhuma advertência", afirma Serys. Embora afirme que não abrirá mão de permanecer no PT, Serys reconhece que será difícil reverter a situação. "Vou lutar com todas as possibilidades para permanecer no PT", acrescentou.

O deputado federal Ságuas Moraes disse através de sua assessoria que trabalha pela unidade do partido. Para ele, a expulsão é uma pena muito severa. Ele disse que deve haver punição, mas que não precisa ser expulsão. A ex-senadora e o ex-deputado são de alas diferente dentro do PT. A maioria da Executiva está hoje sob o domínio de Abicalil.

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