Ex-ministro se licencia do Senado e deve adiar explicações

Alfredo Nascimento, que deixou a pasta de Transportes em meio a denúncias de irregularidades, alegou "interesse particular"

iG São Paulo e iG Brasília |

O senador Alfredo Nascimento (PR-AM), que se demitiu nesta semana do cargo de ministro dos Transportes em meio a denúncias de irregularidades na pasta, pediu nesta sexta-feira licença do Senado até o dia 18 de julho, informou a Casa.

O ex-ministro requisitou a licença por "interesse particular" e não será remunerado durante o período em que estiver licenciado, disse a secretária-geral da Mesa do Senado, Cláudia Lira. Segundo ela, a licença poderá ser prorrogada por até 120 dias.

O fim da licença coincide com o início do recesso no Congresso, que retomará suas atividades somente no dia 31 de julho.

A presença de Nascimento era aguardada em comissões da Câmara e do Senado, na próxima semana, para explicar as denúncias de corrupção no Ministério do Transporte, que levaram à sua demissão nesta semana.

Segundo a secretária-geral, com a licença, Nascimento não é obrigado a participar das comissões para as quais foi convidado.

Novo ministro

O PR insiste no nome do senador Blairo Maggi (PR-MT) para o Ministério dos Tranportes. O partido quer evitar que Paulo Passos, secretário-executivo que assumiu a pasta interinamente, se torne o titular do posto. Ele tem o apoio da presidenta Dilma Rousseff , mas enfrenta a resistência do PR.

O líder do PR na Câmara, Lincoln Portella (MG), confirmou que Maggi “está avaliando” a possibilidade de assumir a pasta. Blairo foi convidado na noite de ontem pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, para ocupar a vaga aberta com a demissão de Alfredo Nascimento.

Como o iG adiantou, o senador recusou a proposta num primeiro momento, por avaliar que não teria liberdade total com as indicações na pasta. “Ele (Maggi) não nos disse como foi o convite, mas contou que está avaliando. Da lista de possíveis nomes do partido, ele está em primeiro lugar”, disse Portella.

(Com Reuters)

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