Ex-governador do Amapá pede habeas corpus ao STF

Waldez Góes, que é candidato ao Senado, é acusado de participar de suposto esquemo de desvio de recursos públicos

Agêcia Estado |

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O ex-governador do Amapá Waldez Góes (PDT) e a mulher dele, Marília Xavier, pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) liminar para serem soltos. O habeas corpus foi protocolado na manhã de hoje no Supremo e ainda não tem relator definido. Presos na última sexta-feira pela Polícia Federal (PF) na Operação Mãos Limpas, Góes e Marília são investigados por participação no suposto esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em licitação no Amapá.

Góes está preso na Papuda e Marília está no presídio feminino em Brasília. O atual governador do Estado do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), ainda não pediu sua liberdade. Os prazos de todas as prisões, autorizadas pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha, vencem amanhã. No entanto, advogados que acompanham as investigações consideram possível a prorrogação da prisão por mais cinco dias. Nesse caso, todos pediriam a liberdade de seus clientes ao STF.

Se for solto, Góes pretende voltar ao Estado para continuar sua campanha ao Senado. Líder nas pesquisas, o ex-governador teve sua campanha atingida pela prisão. Pedro Paulo Dias, terceiro nas pesquisas eleitorais, empatado tecnicamente com o segundo colocado, disputa a reeleição. De acordo com assessores do governador no Estado, a prisão enterrará sua campanha.

A apuração que culminou na Operação Mãos Limpas identificou indícios de um esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações no governo do Amapá. De acordo com as investigações, que começaram em agosto do ano passado, Waldez Góes e Pedro Paulo Dias seriam os mentores do esquema.

Eles e outras 16 pessoas, incluindo o presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Júlio de Miranda, foram presos na sexta-feira e levados para a carceragem da PF em Brasília. O Ministério Público investiga as práticas de peculato, corrupção e fraudes em licitação. Na operação, além das prisões, a PF apreendeu cinco carros de luxo e aproximadamente R$ 1 milhão.

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