Evo diz querer Lula como secretário-geral da ONU

Presidente boliviano abre campanha para definir futuro do presidente brasileiro, que deixa o cargo em janeiro

Ricardo Galhardo, enviado a Foz do Iguaçu |

Em seu último ato internacional no poder, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ouviu, na manhã desta sexta-feira, um pedido do boliviano Evo Morales para assumir a Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

AFP
Lula abriu sua despedida do Mercosul na noite de quinta-feira
“O presidente Lula deve ser e será o futuro secretário-geral das Nações Unidas. Merece o companheiro Lula que assuma a responsabilidade por sua capacidade de persuadir os opositores, de integrar os povos, de nos convencer e nos proteger”, disse Morales, arrancando aplausos entusiasmados dos participantes da 40ª Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu (PR).

Lula apenas sorriu, lisonjeado, e balançou a cabeça, contrariado. Ele já deixou claro que não pretende ocupar cargos institucionais depois que deixar a Presidência.

Além de Lula e Morales, participaram do encontro -- estendido a todos países da América do Sul -- os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner; Paraguai, Fernando Lugo; Uruguai, José Mojica; Chile, Sebástian Pinera; Guiana, Bharat Jagdeo e Suriname, Dési Bouterse.

Todos fizeram calorosos agradecimentos ao presidente, lamentaram sua ausência nas próximas reuniões e desejaram sorte à presidenta eleita, Dilma Rousseff . O venezuelano Hugo Chávez e o equatoriano Rafael Correa faltaram à despedida oficial de Lula, como presidente, do cenário internacional.

Primeiro a discursar, Lula se despediu do foro que serviu de plataforma para sua ascensão internacional com um balanço positivo, dizendo que hoje o subcontinente é menos dependente das grandes potências do que oito anos atrás.

“Hoje é minha última reunião do Mercosul de que participo como presidente. Esta cúpula é um marco na evolução do Mercosul e tem significado muito especial pra mim. O último compromisso da minha agenda internacional como presidente. Foram muitas alegrias que tive neste relacionamento. Saio com as certeza de que valeu a pena. Deixo a presidência para Dilma que entrará no Mercosul em um momento privilegiado de integração”, disse ele.

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