"Está errado" quem acredita em renúncia, diz Lupi

Ministro se reuniu com senadores por mais de três horas e disse que vai lutar para permanecer no ministério do Trabalho

Severino Motta e Adriano Ceolin, iG Brasília |

Em reunião na noite desta quarta-feira na residência do líder do PDT no Senado, Acyr Gurgacz (RO), o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou ao presidente em exercício de seu partido, deputado André Figueiredo (CE), e à bancada de senadores, que vai lutar para permanecer no cargo.

Ao sair do encontro, que durou cerca de três horas, Lupi disse ao iG que "está errado" quem pensa que ele vai renunciar após dar explicações no Senado.

Sem querer dar detalhes de sua defesa, quando terá de explicar sobre o uso de um avião providenciado por um dono de ONG que mantém convênios com o Ministério do Trabalho, Lupi disse apenas que "amanhã (quinta-feira) tudo será esclarecido".

De acordo com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que esteve na reunião, Lupi se mostrou confiante para o depoimento. Questionado se ele ainda tinha o apoio da bancada, Cristovam respondeu que ele conta com a "confiança" dos parlamentares. O senador ainda disse que, durante o encontro, nenhum dos presentes conseguiu convencer Lupi a renunciar para evitar novos desgastes devido às denúncias feitas pela imprensa.

Com isso, a performance de Lupi no Senado torna-se decisiva para que a presidenta Dilma Rousseff o mantenha no cargo. Em reunião com a chefe do governo na manhã desta quarta-feira, Lupi garantiu que teria como se defender. O Palácio do Planalto vai aguardar a nova audiência antes de tomar uma decisão sobre o futuro do ministro.

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