Entre altos e baixos, Cid tenta firmar realizações do 1º governo

Governador reeleito inaugurou obras e almoçou com Obama, mas não conseguiu reduzir violência nem emplacar nomes no governo Dilma

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

Agência Estado
O governador reeleito do Ceará, Cid Gomes
Em casa, os 100 primeiros dias do segundo mandato do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), foram marcados por uma sequência de inauguração de obras iniciadas no seu primeiro mandato, mas também pela dificuldade do Estado em lidar com a onda de violência que assola o Estado. Em Brasília, teve o privilégio de ser um dos governadores convidados para almoçar com o presidente do EUA, Barack Obama, mas não conseguiu emplacar nomes no primeiro escalão do governo da presidenta Dilma Rousseff . Foi um começo de segundo mandato com altos e baixos políticos e administrativos. E os altos vieram do primeiro mandato e do prestígio que tinha com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva .

A articulação política do grupo liderado por Cid Gomes garantiu sua recondução ao poder nas últimas eleições e também deu à presidenta Dilma mais de 77% dos votos do eleitorado cearense.

Porém, Cid não conseguiu emplacar nomes no primeiro escalão do governo de Dilma Rousseff. No governo Lula o Ceará contou com o senador José Pimentel (PT) no Ministério da Previdência Social, com o senador Eunicio Oliveira (PMDB) na pasta das Comunicações e Pedro Brito na Secretaria Especial dos Portos. Hoje, o Ceará está de fora do primeiro escalão de Brasília.

Em termos administrativos, ele está colhendo os frutos do que semeou nos quatro primeiros anos de governo. Ele começou uma maratona de inaugurações de obras iniciadas antes de 2011. São rodovias, unidades de saúde, escolas e moradias. Chega a quase R$ 2 bilhões o valor das mais de 120 obras a serem entregues neste primeiro semestre. Ele também trouxe de volta o gabinete do governador para o Palácio da Abolição, que depois de 25 anos volta a ser a sede do poder executivo do Estado.

Porém, junto com a entrega de obras, Cid começou seu “segundo tempo” trazendo a promessa não cumprida da primeira campanha de reduzir os índices de violência no Estado. A segurança pública continua sendo a pedra no sapato do governador cearense.

Em 2010, o Governo do Estado investiu mais de R$ 160 milhões em segurança, aporte semelhante aos anos anteriores da gestão. Mesmo os críticos da atual administração reconhecem que o governo de Cid é o que mais fez investimentos nessa área. Os resultados esperados, porém, não vieram.

O Batalhão de Policiamento Comunitário (BpCom), conhecido como Ronda do Quarteirão, sofre com o desgaste provocado pela conduta de alguns policiais. Atualmente, 30 PMs do Ronda respondem a processos administrativos.

Para frear o avanço da violência e resgatar a imagem da polícia cearense, Cid nomeou um coronel para titular da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Na contramão do que fez o secretário anterior, delegado federal Roberto Monteiro, o atual secretário Francisco Bezerra defende a ampliação do policiamento mais austero.

A aposta é no aumento do efeito dos homens que compõem o Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio). Esses policiais atuam em grupo de quatro motocicletas e com armas de grosso calibre.

Mas, na prática, as críticas parlamentares a Cid são praticamente inexistentes. Resguardado por uma base de apoio que congrega todos os partidos com representação na Assembléia Legislativa, composta por 46 deputados, a exemplo do primeiro mandato Cid não encontrou grandes obstáculos para aprovar tudo que quis até agora no Legislativo.

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