Empacado nas pesquisas, Haddad vai intensificar agenda em SP

Segundo Datafolha, intenção de voto de Haddad não chega a 5%. Maratona pré-eleitoral começa no dia 24 de fevereiro

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Empacado nas pesquisas de opinião e desconhecido pelo eleitorado, o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, vai intensificar as agendas públicas no período pré-eleitoral. A maratona começa no dia 24 de fevereiro com uma visita à região de M’Boi Mirim, na Zona Sul da cidade.

Leia também: A oito meses da eleição, candidatos ainda são desconhecidos em SP

Segundo pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo , Haddad não ultrapassa 5% das intenções de voto em nenhum dos cenários pesquisados e é conhecido por apenas 38% do eleitorado. Ex-governado, ex-prefeito e duas vezes candidato à presidência, o tucano José Serra é lembrado por 98%.

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O Deputado Estadual Edinho Silva, Fernando Haddad, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, o vereador Antônio Donato e o deputado Estadual Rui Falcão, em reunião ontem

Serra, que tem se recusado a concorrer, e Celso Russomanno (PRB) lideram com até 21% de preferência conforme o cenário. Os quatro pré-candidatos tucanos –Bruno Covas, José Anibal, Ricardo Tripoli e Andrea Matarazzo—tem entre 2% e 6% das preferências. Gabriel Chalita (PMDB) varia entre 6% e 9%. A “Folha de S.Paulo” não informou os percentuais de Soninha Francine (PPS), Guilherme Afif Domingos (PSD), Luiz D’Urso (PTB), Netinho de Paula (PC do B) e Paulinho da Força (PDT).

Der acordo com a pesquisa, Haddad é o quarto menos conhecido entre os 14 nomes apresentados. A falta de conhecimento do pré-candidato já havia sido identificada pelo PT em pesquisas internas.

No sábado, o conselho político de Haddad definiu as equipes que vão cuidar da agenda e da comunicação da pré-campanha. Segundo o próprio Haddad, a ideia é dedicar os finais de semana, segundas e sexta-feiras a atividades externas como caminhadas, visitas a centros comerciais e encontros com lideranças e movimentos sociais. Os dias foram escolhidos porque permitem a Haddad a companhia de parlamentares petistas que têm forte penetração em diversas áreas da cidade.

O desconhecimento em relação ao candidato é motivo de preocupação. Coordenadores da campanha apostam no rádio e na TV para divulgar o nome do ex-ministro da Educação. No entanto, sem alianças, o partido teria menos de cinco minutos em cada bloco de 30 minutos no horário eleitoral.

A pesquisa também deixou em alerta líderes tucanos. “Muita gente do partido está conversando com o Serra para tentar convence-lo a ser candidato”, disse o deputado estadual Pedro Tobias, presidente do diretório estadual do PSDB.

Embora tenha considerado positiva a oscilação para menos do índice de rejeição de Serra (de 35% em dezembro para 33%) o dirigente considera que a indefinição do quadro eleitoral e a falta de interesse do povo são as principais revelações da pesquisa. “O povo ainda não está interessado na eleição. Quando chegar a campanha nosso candidato ficará conhecido, seja qual for. O natural é que haja uma polarização entre o PSDB e o PT”, disse o deputado.

Embora não tenha mostrado alterações significativas em relação a dezembro, a pesquisa do Datafolha provocou debate nas redes sociais. O PPS publicou uma provocação ao PT. “Poste de Lula, Haddad não passa de 5% no Datafolha. Entende-se a revolta petista”.

O ex-presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, rebateu no mesmo tom. “Quando foi mesmo a última vez que falaram em poste?”, provocou, numa referência a presidenta Dilma Rousseff que, assim como Haddad, nunca havia disputado eleição e foi bancada por Lula.

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