Em visita à Argentina, Dilma inclui Mães de Maio no roteiro

Reunião com mulheres símbolos da luta contra ditadura argentina foi incluída na agenda a pedida da presidenta

Andréia Sadi, enviada a Buenos Aires |

Na primeira viagem oficial como presidenta, Dilma Rousseff incluirá em sua agenda oficial nesta segunda-feira (31) em Buenos Aires, na Argentina, um encontro com as mães e avós da Praça de Maio. Dilma, uma ex-militante que foi torturada durante o regime militar brasileiro (1964-1985), pediu que uma reunião com as mães fosse incluída em seu roteiro. O encontro está marcado para o meio-dia e deve ser seguido de uma reunião na Casa Rosada.

Apesar da viagem de poucas horas, Dilma estará acompanhada por uma comitiva de oito ministros e o assessor especial Marco Aurélio Garcia. São eles: Nelson Jobim (Defesa), Fernando Pimentel (Ministério de Indústria e Comércio), Paulo Bernardo (Comunicação), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Iriny Lopes (Mulheres) e Mário Negromonte (Cidades).

Esta é a segunda vez em menos de uma semana que Dilma participa de agendas voltadas para as questões dos direitos humanos. Na quinta-feira passada, a presidenta participou de uma cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, em Porto Alegre. Dilma comparou as vítimas do nazismo com as de ditaduras e “guerras injustas”.

Marco Aurélio Garcia, assessor de Assuntos Internacionais, disse que a presidenta decidiu se reunir com as mulheres que se transformaram em símbolo da luta pela defesa dos direitos humanos em seu país pois "valoriza muito a luta emblemática que essas senhoras têm na história política recente da Argentina".

As mães e avós da Praça de Maio tornaram-se famosas por suas iniciativas à procura de seus filhos e netos desaparecidos durante a ditadura argentina e para exigir o processo dos responsáveis por crimes de lesa-humanidade na Argentina.

Dilma não poderá visitar, no entanto, Aires o Museu da Memória Aberta, construído na antiga sede da Escola de Mecânica Marinha da Marinha (Esma), um local que foi um dos principais centros de tortura na Argentina.

Roteiro

Dilma chega em Buenos Aires por volta das 11 horas e abre a agenda com um encontro com a presidenta argentina, Cristina Kirchner. A reunião deverá contar com vários ministros argentinos e brasileiros.

Após a reunião, está previsto o encontro com as mães da Praça de Maio e, no começo da tarde, assinatura de vários acordos e atos de associações. Por volta das 13 horas, as presidentas farão uma declaração à imprensa. Às 14h15, Dilma será recebida em almoço oferecido por Cristina no Palácio San Martin, da onde segue para base aérea e retorna a Brasília.

A presidenta chega ao Brasil na noite desta segunda-feira (31) e participa no dia 1º da abertura do ano Judiciário.

Destaque local

Às vesperas de desembarcar na Argentina, a presidenta foi destaque nos principais jornais argentinos - "Clarín", "La Nación" e "Página 12" - no domingo (30). Em entrevista ao "La Nacíon", Dilma fez um balanço do primeiro mês de seu governo e disse que o pior momento foi ver o desespero nos olhos das vítimas da tragédia na região serrana do Rio de Janeiro. Ao "Clarín", Dilma contou que se encanta com a cidade, mas disse que não poderá se "perder" pelas ruas da capital em sua estreia internacional como presidenta.

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