Em troca de apoio interno, Haddad renega origens no PT

Líderes petistas acreditam que apoio da CNB, maior corrente interna do PT, pode fazer com que Haddad vá às prévias com pelo menos 40% de apoio

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Diante da possibilidade concreta de ser submetido a prévias para disputar a prefeitura de São Paulo, o ministro da Educação, Fernando Haddad, renegou suas origens partidárias em troca do apoio da corrente majoritária do PT.

Em reunião com lideranças da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), a maior corrente interna do PT, Haddad negou peremptoriamente que um dia tenha pertencido à Mensagem, grupo minoritário ao qual Haddad é identificado.

Em dois discursos diante dos integrantes da CNB, Haddad disse que seu único movimento em direção ao grupo minoritário foi assinar o manifesto Mensagem ao Partido (que deu nome à tendência).

O manifesto foi lançado em 2005, no auge do escândalo do mensalão, quando um grupo integrado por petistas históricos como Marilena Chauí, Maria Victoria Benevides e Paul Singer passou a defender a refundação do PT. Este grupo, chamado inicialmente de refundacionista, argumentava que o mensalão era consequência dos desmandos do Campo Majoritário, corrente que deu origem à CNB.

O patrono dos refundacionistas era o então ministro da Justiça e atual governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, de quem Haddad foi secretário-executivo e sucessor no Ministério da Educação.

A estratégia funcionou. Líderes da CNB nas esferas municipal, estadual e federal aprovaram um indicativo de apoio a Haddad nas prévias que vão escolher o candidato do PT à prefeitura de São Paulo.

O indicativo será submetido quarta-feira aos diretórios zonais da corrente na Capital e, posteriormente a uma grande plenária com centenas de militantes. Na prática, a decisão já está tomada. “Agora só falta ser referendado por todos os zonais. Avalio que Haddad saiu bastante fortalecido da reunião”, disse o coordenador nacional da CNB, Francisco Rocha, o Rochinha. Pelas contas de líderes petistas da capital, com o apoio da CNB Haddad vai para as prévias com pelo menos 40% de apoio no partido.

Os demais candidatos são os deputados federais Carlos Zaratini e Jilmar Tatto e os senadoras Marta e Eduardo Suplicy.

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