Em três meses, Câmara vota uma MP por semana

Balanço das votações mostra que governo Dilma tem um estilo de votação voltado mais a matérias de cunho técnico que político

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O estilo Dilma Rousseff de governar contagiou a Câmara. A atuação discreta, de perfil mais técnico que político, somada a uma maioria avassaladora e à ausência de uma pauta para aprovação no Legislativo, botaram a Casa em ritmo de banho-maria.

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Deputados comemoram aprovação na Câmara de regime de urgência, mas votação foi adiada por falta de consenso em alguns pontos do texto
Nos primeiros três meses de legislatura, os deputados votaram em média uma medida provisória por semana, decretos legislativos de tratados internacionais do governo e poucos projetos por acordo partidário. A reforma política caminha lentamente, sem perspectiva de votação. A aposta do semestre é a votação do novo Código Florestal, remarcada para terça-feira.

A oposição se vira como pode. O DEM, o PSDB e o PPS usam os mecanismos de obstrução para adiar as votações e marcar posição. Com essa tática, às vezes, conseguem negociar o conteúdo das propostas. Desde a posse em fevereiro até agora, foram votadas 15 MPs. Nessa toada, a Casa só concluirá a votação das 17 MPs da pauta no fim de agosto. "Está como o governo quer", resumiu um cacique da base aliada. Ele comemora o fato de o governo conseguir administrar o ritmo das votações sem marolas e sem aprovar propostas incômodas para o Planalto.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), discorda. "Votamos muito e, se mantivermos esse ritmo, bateremos recorde no final do ano", afirmou. Ele reconhece que nos primeiros meses a Câmara teve uma fase de adaptação. "Temos a criação do PSD e temos 46% de renovação na Casa", justificou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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