Nomes como José Serra, Marta Suplicy e Aloizio Mercadante seguem como favoritos para a corrida pela prefeitura paulistana

Após meses de discurso em favor da renovação de seus quadros, os principais partidos envolvidos na disputa de poder em São Paulo caminham para a corrida de 2012 com os mesmos veteranos que protagonizaram as últimas eleições. Embora PT e PSDB ainda ventilem os nomes de alguns novatos, os dois lados já admitem dar prioridade a representantes como o ex-governador tucano José Serra , a ex-prefeita e hoje senadora Marta Suplicy e o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante .

José Serra ainda mantém suspense sobre seu destino político
Agência Estado
José Serra ainda mantém suspense sobre seu destino político
Todos eles já encabeçaram chapas fortes, seja para a prefeitura paulistana ou para o governo estadual. Serra e Marta não só integram a lista de figurinhas carimbadas junto ao eleitorado paulista, como já estiveram à frente da administração municipal.

No PSDB, predomina a avaliação de que Serra só não será candidato se não desejar. A possibilidade de um nome novo ser lançado para a prefeitura só cresce o tucano preferir guardar o capital acumulado na última corrida presidencial para disputar com o senador Aécio Neves (MG) a indicação para o Planalto em 2014. Se isso acontecer, o PSDB pode optar pela realização de prévias. Atualmente, estão colocados os secretários estaduais Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia), além do deputado Ricardo Trípoli. O senador e ex-secretário de Serra Aloysio Nunes também é cotado.

No PT, tradicional rival do tucanato em São Paulo, a briga principal gira em torno de Marta e Mercadante. A senadora já se apresentou como pré-candidata e começou a buscar apoio interno. Ela larga com algo em torno de 30% nas pesquisas, mas apresenta como desvantagem as altas taxas de rejeição ao seu nome. “Está no colo da Marta. Só depende da disposição de dela de cumprir todo o ritual que culmina com os apoios de Lula e Dilma”, disse um dirigente petista.

Mesmo se a candidatura de Marta não vingar, a hipótese de renovação continua remota. Nesse caso, Mercadante desponta como favorito. Meses atrás, o ministro chegou a ser tido como nome certo na corrida municipal. Ele até agora não se retirou do páreo, mas passou a sinalizar que pode preferir ficar no ministério, para disputar novamente o governo estadual em 2014.

Marta e Mercadante encabeçam a lista, apesar de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter aberto uma campanha pela renovação dos quadros do PT em São Paulo. Lula chegou a difundir internamente que gostaria de ver o ministro da Educação, Fernando Haddad, na cabeça de chapa. Haddad - que agora começa a falar abertamente na possibilidade de disputar - até conseguiu vencer parte da resistência ao seu nome dentro do partido. Na  avaliação de petistas, no entanto, ele perdeu muito tempo e espaço para Marta.

Na lista de nomes do PT, estão ainda os deputados Carlos Zaratini, Jilmar Tatto e Arlindo Chinaglia. Mas a avaliação da cupúla partidária é a de que eles procuram principalmente se cacifar internamente e não efetivamente entrar na corrida.

Marta e Mercadante lideram lista de potenciais candidatos no PT, apesar da campanha do ex-presidente Lula por uma renovação
Agência Estado
Marta e Mercadante lideram lista de potenciais candidatos no PT, apesar da campanha do ex-presidente Lula por uma renovação
Renovação

Diante desse cenário, a renovação dos quadros na eleição de São Paulo por enquanto está nas mãos de partidos que tiveram papel de coadjuvante nas últimas eleições. O maior deles é o PMDB, que prometeu a vaga ao deputado Gabriel Chalita. Corre por fora seu desafeto e colega de partido, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf - ambos deixaram o PSB este ano, de olho na corrida de 2012. Ainda assim, há quem ainda aposte na possibilidade de o PMDB concordar em ficar com a vice em uma chapa encabeçada pelo PT.

No DEM, o secretário estadual Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Social) – que permaneceu no partido em vez de acompanhar o prefeito Gilberto Kassab ao PSD – teria chance de conseguir o aval da direção nacional para se candidatar. Com a possibilidade de aliança compulsória entre DEM e PSDB nas eleições municipais, ele pode acabar na vice em uma chapa tucana.

O novo partido de Kassab, por sua vez, lançou a pré-candidatura do vice-governador Guilherme Afif Domingos. A lista de possíveis candidatos é reforçada ainda pela ex-subprefeita Soninha Francine (PPS), o vereador Netinho de Paula (PC do B) e o deputado Protógenes Queiróz (PC do B), além do deputado Celso Russomano (PP).

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