Em São Paulo, salário mínimo será maior que R$ 600

Governador de São Paulo se reúne com centrais sindicais e confirma reajuste reivindicado por trabalhadores

Nara Alves, iG São Paulo |

Após café da manhã, no Palácio dos Bandeirantes, com representantes de sete centrais sindicais, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quinta-feira (13) que o aumento do salário mínimo no Estado “será superior ao processo inflacionário” e deve superar R$ 600.

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O governador Geraldo Alckmin faz aproximação com o movimento sindical para atenuar o desgaste com a gestão anterior
O piso salarial de São Paulo atualmente varia entre R$ 560 e R$ 580 dependendo da categoria do trabalhador. “Deve ser maior que os dois”, disse Alckmin, sobre a proposta de Serra e a medida provisória enviada pelo governo federal para o Congresso que estipula o novo mínimo nacional em R$ 540. O valor de R$ 600 havia sido proposto pelo então candidato à Presidência do PSDB, José Serra , para o salário mínimo nacional.

Segundo os representantes das centrais sindicais, caso o governo paulista aplique a esses valores um reajuste de 13,4% referentes à inflação e o crescimento do País em 2010, a menor faixa do piso paulista passaria para R$ 640. “Seria um bom piso”, afirmou o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto.

Alckmin também anunciou a retomada do programa frente de trabalho, voltado para o atendimento de moradores de rua e a criação do conselho de desenvolvimento econômico e social. Nesse conselho, governo, empresas e trabalhadores poderão discutir em conjunto projetos para o Estado.

Os sindicalistas apresentaram uma sugestão ao governador de antecipar gradualmente o início do aumento salarial, previsto inicialmente para abril, para janeiro como ocorre na esfera federal. Segundo Alckmin, o governo encaminhará o projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) no final de fevereiro ou início de março, mas não quis adiantar o valor estudado. As centrais reivindicam um reajuste de 13,4% referentes à inflação e o crescimento do país em 2010. A estratégia visa pressionar o governo federal a elevar o valor do mínimo, fixado em R$ 540 desde o dia 1º de janeiro.

Em São Paulo, o piso salarial é superior ao piso nacional, de acordo com o governador. Além de Alckmin, participaram da reunião os secretários de Emprego e Trabalho Davi Zaia e da Casa Civil Sidney Beraldo. Atualmente, o piso nacional é de R$ 510 e deve aumentar para R$ 540, mas centrais sindicais pressionam o governo para que o índice de aumento seja maior, em todo o País.

Aproximação

O segundo encontro de Alckmin com as centrais sindicais aconteceu há pouco mais de um mês do início de seu mandato em São Paulo. O governador fez a aproximação com o movimento sindical para atenuar o desgaste entre as centrais e o governo paulista ocorrido durante os quase quatro anos da gestão do candidato derrotado à Presidência da República José Serra .

No primeiro encontro, feito em novembro de 2010, Alckmin sinalizou que, em seu governo, pretendia manter um canal permanente de negociação. Na época, o governador eleito sinalizou que pretendia manter o diálogo com a classe. “Quanto mais nós ouvirmos, menos nós vamos errar”, disse o governador, após o encontro.

Em troca de apoio, as centrais pediram que a sugestão para a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Estado fosse feita pelas entidades e deram o nome do deputado estadual Davi Zaia (PPS), ligado aos bancários. Zaia foi nomeado por Alckmin.

*Com Agência Brasil

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