Em Ribeirão Preto, Lula dá início às obras do alcoolduto

Em Ribeirão Preto, presidente participa de cerimônia e recebe pedido para agilizar votação do Código Florestal

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou hoje do evento que marcou o início das obras do alcoolduto da PMCC, em Ribeirão Preto (SP), cerimônia na qual foi assinado ainda um plano para a capacitação de até 25 mil trabalhadores da cana-de-açúcar, principalmente os cortadores que perderão empregos com o avanço da mecanização na cultura.

Apesar dos vários elogios do presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank, ao presidente Lula pelo apoio ao setor sucroalcooleiro, o executivo reservou parte do seu discurso para cobrar solução às polêmicas mudanças no Código Florestal Brasileiro. Jank pediu a interferência de Lula junto a deputados e senadores para que o relatório da comissão que analisou alterações no código seja votado antes da posse da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT).

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Lula em cerimônia no lançamento do Alcoolduto
"Mudanças devem ser feitas no Congresso (Câmara) e no Senado, mas não podemos voltar à estaca zero com um novo governo", disse o executivo. Para ele, é preciso "urgentemente uma solução definitiva para o impasse da reserva legal, que ameaça milhares de hectares de cana", disse, numa referência à punição prevista no Código Florestal aos agricultores que possuem áreas com menor porcentual de matas e florestas.

O relatório do deputado Aldo Rebello (PCdoB-SP), defendido pela bancada ruralista, prevê, entre outras mudanças, anistia parcial a agricultores. "A votação do relatório do deputado Aldo Rebello ainda este ano na Câmara é imprescindível, especialmente porque o assunto foi exaustivamente debatido; os conflitos decorrentes da aplicação do Código geram insegurança", completou.

Feraesp
No evento, Jank foi sucedido pelo pronunciamento do presidente da Federação dos Trabalhadores Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp), Elio Neves, que cobrou a distribuição de riqueza do setor sucroalcooleiro. "Sem a luz do sol e sem os trabalhadores não haverá etanol para tocar o alcoolduto; precisamos do álcool abastecendo os carros, mas precisamos abastecer também a mesa de comida dos trabalhadores e essa questão não foi resolvida", disse Neves. "Vamos incorporar a alimentação, a saúde, educação e a participação efetiva dos trabalhadores nessa riqueza", concluiu.

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