Em reunião sobre mínimo, PT cobrará 'solidariedade' de dissidente

Senador Paulo Paim está resistente à proposta do mínimo de R$ 545 do governo, mas admite abertura para negociar com bancada

Andréia Sadi, iG Brasília |

Em reunião da bancada nesta terça-feira, o PT espera demover o senador Paulo Paim (PT-RS) da ideia de apresentar emenda antecipando 2,75% do aumento do salário mínimo previsto para 2012. Com a proposta, o valor do reajuste subiria para R$ 560, valor rejeitado pelo governo de Dilma Rousseff . "Trabalhamos com a expectativa de que ele seja solidário com o governo e a proposta não se confirme. Nossa expectativa é que toda a bancada vote com o governo", disse ao iG o líder do PT no Senado, Humberto Costa.

Paim disse ontem no Senado que vai discutir a questão hoje na reunião com a bancada. Em entrevista ao iG , o senador já sinalizou estar aberto para a aprovação do salário mínimo de R$ 545 desde que tenha disponibilidade para negociar uma política de aumento real dos aposentados.

Na votação de quarta-feira (23) do mínimo, o governo espera que o placar da Câmara não se repita no Senado. O PT teve duas dissidências - Eudes Xavier (CE) e Francisco Praciano (AM), enquando o PMDB foi 100% fiel. Além disso, o Planalto trabalha junto à cúpula do PMDB para evitar dissidências no partido do vice-presidente, Michel Temer , agora na votação do Senado.

A pedido de Dilma, Temer apelou ao partido para que não altere o texto aprovado na Câmara que fixa o salário mínimo em R$ 545 já em março. A preocupação do Planalto é que, se houver mudança no texto, o projeto pode voltar à Câmara, o que pode atrasar o reajuste.

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