Em reunião, Kassab diz que sai do DEM até o fim do ano

De acordo com Márcio França (PSB), prefeito diz que deixará o partido por não ter mais espaço para atuar

Nara Alves, iG São Paulo |

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse nesta segunda-feira que deixará o DEM até o fim deste ano ou início de 2011. A afirmação foi feita durante reunião com os deputados Aldo Rebelo (PCdoB) e Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT), de acordo com Márcio França (PSB), que também participou do encontro na capital paulista. "Kassab disse que vai sair do DEM até o final do ano, começo do ano que vem", disse França. "Ele disse que não tem mais espaço para atuar no DEM", contou França.

Agência Estado
Kassab dá prazo para deixar seu partido
Segundo França, o prefeito perguntou aos líderes se haveria interesse na formação de um bloco independente do PT e do PSDB em São Paulo. "Para o PSB, há uma certa sintonia porque a gente sempre busca uma alternativa para ficar equidistante desses partidos (PT e PSDB)", afirmou. Ele, no entanto, negou que qualquer acordo tenha sido selado na reunião. "Kassab não ofereceu nada. Eu entendi como uma sondagem", disse. Para França, Kassab é "um quadro novo" em São Paulo.

A expectativa, agora, é que o prefeito oficialize publicamente sua saída do DEM e confirme seu ingresso no PMDB. O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), vice-presidente da República eleito, confirmou nesta segunda-feira ao iG que negocia a saída do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM, para a legenda. " As conversas com Kassab vão indo bem ", afirmou Temer.

Na primeira quinzena de janeiro, PCdoB, PDT e PSB voltarão a se reunir para discutir a formação do novo bloco. Nos cálculos de França, Kassab tem o apoio dos deputados estaduais do PR e do PV, "cerca de 140 deputados". Se o prefeito tiver como aliado o PMDB mais o bloco este número salta para 230. "Um belo tempo na televisão", disse.

Com a saída do partido, Kassab corre o risco de perder o mandato como prefeito. Isso porque o DEM pode decidir recorrer à Justiça com base nas regras estabelecidas sobre fidelidade partidária.

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