Em meio a tensão, PT abre hoje calendário eleitoral em São Paulo

Partido deve aproveitar encontro que começa nesta sexta-feira para cobrar definição do candidato até o fim do ano

iG São Paulo |

Com os ânimos cada vez mais acirrados, o PT de São Paulo abre nesta sexta-feira o calendário sobre a definição do nome que disputará no ano que vem a prefeitura do maior colégio eleitoral do País. Em uma reunião que começa hoje e segue até domingo, cerca de 600 representantes dos diretórios zonais da capital paulista pretendem tirar uma resolução determinando que o candidato à prefeitura paulistana seja escolhido até o fim deste ano.

"Nossa vontade é definir um nome ainda este ano. Seria muito positivo para o partido entrar no ano da eleição já com um porta-voz claro para o nosso projeto", afirmou o presidente do PT no município, vereador Antonio Donato.

O plano é colocar no papel também a posição em favor de uma candidatura própria na cidade, para barrar desde já a articulação de setores que cogitam abrir mão da cabeça de chapa, em benefício de partidos estratégicos para o governo da presidenta Dilma Rousseff , como o PMDB.

A abertura dos trabalhos ocorre no momento em que o PT de São Paulo assiste aos primeiros embates internos sobre a eleição municipal do ano que vem. As tensões aumentaram quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez chegar ao comando partidário sua preferência por uma renovação dos quadros petistas na capital. A tese foi imediatamente recebida como um endosso ao nome do ministro da Educação, Fernando Haddad , que há anos conta com a simpatia do ex-presidente para um projeto futuro na cidade.

Marina Morena Costa
PT, a princípio, cogitou o nome de Marta Suplicy e Aloizio Mercadante, porém, as apostas agora voltam-se ao ministro da Educação, Fernando Haddad
Embora o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, seja apontado internamente como o nome mais consolidado para a disputa , a articulação em torno de Haddad logo despertou reações nos demais grupos petistas da capital. Nesta semana, a senadora Marta Suplicy decidiu entrar em campo, ao manifestar à coluna Poder Online sua disposição de brigar pela vaga para concorrer à sucessão do prefeito Gilberto Kassab. Entre as opções que circulam na legenda, estão ainda os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Nenhum deles deve comparecer ao congresso das direções zonais neste fim de semana. A direção petista, entretanto, preparou um texto-base para ser debatido no encontro. Além de pregar o fortalecimento do governo Dilma e a oposição clara à administração municipal, o texto manda um recado ao prefeito Kassab, que está de saída do DEM para fundar o PSD . "Não nos iludimos com possíveis acenos do prefeito à base de sustentação do governo Dilma, pois temos consciência que não encontra base social real, pois representam projetos antagônicos", diz o documento.

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