Em meio a tensão, CUT cobra política de valorização do mínimo

Central Única dos Trabalhadores pede continuidade do processo de reajuste do mínimo que ocorre desde 2007

iG São Paulo |

Na chegada de sua primeira reunião com o governo da presidenta Dilma Rousseff , líderes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) cobraram uma política consistente de valorização do mínimo. Primeiro a chegar para a reunião - organizada sob comando do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho - o presidente da CUT, Arthur Henrique, disse rejeitar a proposta de troca do reajuste do salário mínimo para R$ 580,00 pelo reajuste da tabela do imposto de renda.

Segundo ele, já haviam sido reconhecidos como direito dos trabalhadores no governo Lula o aumento real do salário mínimo e o reajuste da tabela do imposto de renda. "Queremos a manutenção do que já existe e obter algo mais agora", disse.

O secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, adotou discurso semelhante. “Queremos que o governo justifique por que não pode ser um valor superior aos R$ 545 ou R$ 550. Entendemos que é necessário continuar o processo de valorização do salário minimo que vem acontecendo desde 2007, com o acordo firmado com o governo ( anterior )”, disse, em referência à administração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva .

As reunião das seis centrais sindicais brasileiras com Carvalho foi convocada , para negociar um novo reajuste para o salário minimo, a correção da tabela do Imposto de Renda e um aumento para os aposentados que recebem benefícios acima da mínimo.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, se disse confiante numa boa negociação. “A experiência do governo nos últimos anos demonstrou uma sensibilidade política e capacidade de negociação. Acredito que esse início de negociação poderá ser positivo tanto para os trabalhadores quanto para as contas do ( novo ) governo”.

As centrais querem uma correção da tabela do Imposto de Renda em 6,47%, valor da inflação de 2010. Segundo Severo, a intenção das centrais é fechar um acordo para o IR que valha para os próximos anos.

“( Queremos ) retomar o acordo que tínhamos com o governo anterior, que era de uma correção de 4,5% ao ano e o último ano de correção foi 2010. Queremos um acordo que garanta uma correção para os próximos anos. Grande parte das categorias tiveram ganho real e, se não houver a correção da tabela, esse ganho acaba desaparecendo”, explicou.

Juruna enfatizou o fato de que o aumento do salário mínimo e os reajustes para os aposentados nos últimos anos foram importantes para movimentar a economia. “Foi muito importante para o Brasil todo, porque acabou beneficiando as regiões onde estão concentrados os aposentados e aqueles que ganham o mínimo. Com isso, o mercado interno fica aquecido”, analisou.

As centrais pedem o reajuste do salário mínimo para R$ 580, uma correção de 6,47% da tabela do Imposto de Renda e um repasse de 80% do valor que for definido para o mínimo aos aposentados que ganham mais de um salário.

*Com informações da Agência Brasil e da Agência Estado

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