Em conversa com ministro, diretor da PF admite sair e faz balanço

Luiz Fernando Côrrea fez breve relato a Cardozo sobre gestão à frente do órgão e deve ser substituído no governo Dilma Rousseff

Andréia Sadi, iG Brasília |

Elza Fiúza/ ABr
Corrêa: "Sou o último jurássico a deixar a PF"
O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, foi convocado ao CCBB, sede da transição do governo, em Brasília, na última segunda-feira pelo novo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para fazer um balanço de sua gestão à frente da pasta. Corrêa, que deve ser substituído, fez um relato a Cardozo e ao futuro ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, sobre as principais operações da Polícia Federal, ações e deficiências do órgão.

Nesta quarta-feira, está previsto um novo encontro do ministro para analisar o órgão, mas agora na sede da PF, na capital. Sobre a direção do órgão, o próprio diretor-geral já admite a sua saída do cargo. Em conversa por telefone, um pouco antes da reunião com os novos ministros, Corrêa brincou com o interlocutor: "O último jurássico sou eu que estou indo embora".

Segundo fontes da transição, Corrêa não fez nenhuma reivindicação para ficar no cargo e teria informado que quer se aposentar. Em seu lugar, circulam nos bastidores os nomes de Roberto Troncon, patrocinado pelo próprio Corrêa, e Ildo Gasparetto, superintendente da Polícia Federal no Rio Grande do Sul. Este último, segundo o que a reportagem apurou, seria uma indicação do ex-ministro da Justiça e atual governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. Além destes, mais de cinco nomes estão sendo cotados para o cargo. A decisão sobre a mudança, no entanto, só deverá sair até a semana que vem.


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