Em congresso, PT paulistano barra aproximação com Kassab

Partido decide ter candidato próprio em 2012 e reforça oposição ao prefeito, que flerta com a base de Dilma Rousseff

iG São Paulo |

O PT de São Paulo confirmou as expectativas e aprovou neste domingo o compromisso de lançar candidato próprio à prefeitura paulistana em 2012 e a manter a oposição ao prefeito Gilberto Kassab. A posição foi tirada do 2º Congresso das Direções Zonais do partido, aberto na última sexta-feira como parte dos preparativos para a próxima eleição municipal.

"Se havia qualquer dúvida, deixamos isso consolidado: estamos na oposição ao governo Kassab e pretendemos apresentar um candidato próprio nas próximas eleições de 2012", disse à Agência Estado o presidente do diretório municipal do PT, vereador Antonio Donato, após o encontro.

Cesar Ogata/Divulgação
PT paulistano realizou congresso de direções zonais neste fim de semana
O texto que serviu de base para as discussões do congresso, antecipado pelo iG na semana passada , já evidenciava a resistência do PT paulistano à movimentação de Kassab em direção à base de apoio à presidenta Dilma Rousseff . O prefeito vem flertando com a administração federal desde que iniciou as articulações para deixar o DEM e fundar o PSD.

O congresso petista também colocou no papel a posição em favor de uma candidatura própria na eleição municipal, em uma tentativa de barrar setores que defendem uma política de alianças que considere a possibilidade de abrir mão da cabeça de chapa. Embora com menor expressão, uma ala interna do PT defende o apoio ao deputado Gabriel Chalita (PSB-SP), caso ele migre para o PMDB.

A pretensão do diretório municipal do PT é concluir a escolha do nome à Prefeitura de São Paulo até o fim deste ano ou, no máximo, no início do ano que vem. A sigla quer tempo para trabalhar uma eventual candidatura apoiada na tese de uma renovação dos quadros petistas na cidade. A ideia tem como um de seus principais patrocinadores o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tem ajudado a dar fôlego às pretensões do grupo que apoia o ministro da Educação, Fernando Haddad. 

Atualmente, o PT trabalha ainda com nomes como o do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, tido internamente como a opção mais consolidada. Além disso, a senadora Marta Suplicy já avisou que está no páreo. São considerados ainda os nomes como os dos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Saúde, Alexandre Padilha.

*Com informações da Agência Estado

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