Em cerimônia de posse, Anastasia promete boa relação com Dilma

Surpresa na posse do governador eleito foi ausência do senador Aécio Neves, padrinho político e antecessor

Denise Motta, especial para o iG de Belo Horizonte |

Em sua primeira entrevista coletiva à Imprensa em 2011, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), cobrou reformas do governo federal, mas garantiu que manterá uma boa relação com o governo Dilma Rousseff (PT).

“Precisamos modificar a política tributária dos minérios em Minas Gerais. Isso depende fundamentalmente de uma ampla reforma tributária nacional. O tributo que incide sobre a atividade mineral, chamado royalty, é da competência do governo federal. Precisamos nos esforçar para que haja essa modificação para que à semelhança dos royalties do petróleo tenhamos em Minas como no Pará, outro Estado muito produtor”, reivindicou o governador Antonio Anastasia, que chegou à Assembleia Legislativa acompanhado pelo seu vice, Alberto Pinto Coelho.

A surpresa na posse de Anastasia, na tarde deste sábado, foi a ausência do senador Aécio Neves (PSDB), padrinho político e antecessor de Antonio Anastasia. O ex-presidente Itamar Franco (PPS), eleito senador na chapa majoritária do governador de Minas, ao lado de Aécio, integrou a mesa na solenidade. Em seu discurso, Anastasia se referiu a Aécio como "líder inspirador".

O governador de Minas justificou que marcou a posse para a tarde antes mesmo do segundo turno eleitoral das eleições presidenciais, afastando a possibilidade de qualquer rusga com a presidenta Dilma Rousseff. A maioria dos governadores eleitos tomaram posse na parte da manhã deste sábado.

“A relação (com a presidenta Dilma) será a melhor possível. A presidente Dilma é mineira, no governo terá muito respeito pela Federação brasileira, tenho certeza. O fato de sermos governadores de oposição, e somos muitos, isso não significará qualquer tipo de modificação na relação administrativa entre os governos federal e os estaduais. Aliás, como aconteceu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Aécio”, lembrou.

Anastasia e seu vice seguiram pelo plenário da Assembleia por um corredor formado por cadetes da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), vestidos com o uniforme do Regimento Regular de Cavalaria, instituição que deu origem à PMMG. Eles deixaram o local passando pela “cúpula de aço”, formada pelos cadetes do Corpo de Bombeiros Militar.

Mesmo com um discurso ameno, Anastasia alfinetou o Governo Federal, destacando que a taxa tributária do Brasil é a maior do planeta. “Não seremos capazes de atingir o pleno desenvolvimento sem desonerar a produção e os cidadãos, para assim elevar a produtividade”, destacou.

Da Assembleia, o governador seguiu para solenidade de comemoração no Palácio da Liberdade, onde centenas de lideranças o esperavam, incluindo o senador eleito Aécio Neves. Depois de chegar pela Praça da Liberdade, onde foi recepcionado por aproximadamente 300 crianças, o governador discursou novamente.

"As razões de Minas nos cobram mais inconformismo, mais inquietação e ousadia, para buscarmos saídas novas. As razões de Minas não nos dão trégua", afirmou o tucano.

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