Em Campinas, seis acusados de fraude seguem presos

Justiça determinou a prorrogação por mais cinco dias das prisões temporárias de seis dos onze acusados de envolvimento em fraudes

AE |

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O juiz da 3.ª Vara Criminal de Campinas, Nelson Augusto Bernardes, atendeu ao pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e determinou a prorrogação por mais cinco dias das prisões temporárias de seis dos onze acusados de envolvimento em fraudes na Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) de Campinas. Permanecem presos o ex-diretor técnico da Sanasa Aurélio Cance Júnior; o ex-diretor comercial da Sanasa Marcelo Figueiredo;e o ex-conselheiro da empresa Valdir Carlos Boscato; o ex-diretor de Controle Urbano da prefeitura de Campinas, Ricardo Chimirri Candia; o empresário da Hidrax, Gregório Wanderlei Cerveira; e o empresário da Saenge, Luiz Arnaldo Pereira Mayer. 

Foram libertados, após o término do prazo da prisão temporária decretada na ultima sexta feira, ontem, os empresários Alfredo Antunes e Augusto Antunes; o proprietário da Global Serviços, João Carlos Gutierrez, do consórcio Gutierrez; João Tomaz Pereira Júnior, da Hidrax Tubulações; e Pedro Luiz Ibrahin Hlallack, da Consultora Camargo Correia. 

Segundo os promotores do Gaeco, a prorrogação da detenção dos seis envolvidos se fez necessária para dar continuidade aos depoimentos e acareações. Todos continuam ocupando uma mesma cela anexa ao 2.º Distrito Policial de Campinas. 

Os advogados de defesa reclamaram. "É risível dizer que não houve tempo. Meu cliente está aqui desde sexta-feira em uma cela de 12 metros quadrados", lamentou Augusto Arruda Botelho, representante de ex-diretor técnico da Sanasa Aurélio Cance Júnior. 

Hoje, os promotores promoveram uma acareação entre o ex-presidente da Sanasa Luiz Augusto Contrillon de Aquino com Cerveira, Boscato e Mayer. Aquino, que só não está preso por ter se beneficiado de delação premiada, confirmou a versão sobre um esquema de corrupção, tráfico de influência e fraudes envolvendo empresários e agentes públicos de Campinas. 

Os promotores consideram foragidas nove pessoas: o vice prefeito Demétrio Vilagra (PT), que está em férias na Espanha, os ex-secretários, exonerados, Carlos Henrique Pinto e Francisco de Lagos, e ainda os empresários Ivan Goretti de Deus, Maurício de Paula Manduca, Emerson Geraldo de Oliveira, José Carlos Cepera, Gabriel Ibrahin Gutierrez e Dalton dos Santos Avancini. Vilagra deveria retornar ao Brasil nesta quarta-feira. 

Comissão processante

A Comissão Processante (CP) da Câmara Municipal de Campinas recebeu hoje cópias dos relatórios do Gaeco. Em cinco volumes, há transcrições de conversas telefônicas autorizadas pela Justiça, cópias de documentos, depoimentos e organogramas sobre como operavam os acusados. Com os documentos, a comissão questionará o prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), o Dr. Hélio, sobre sua responsabilidade nas ações suspeitas. Após ser notificado, o prefeito terá dez dias para responder.

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