Em Alagoas, Dilma atribui atrasos em rodovia a licenciamento

Em meio à crise nos Transportes, presidenta esteve hoje em Alagoas para lançamento regional do programa Brasil Sem Miséria

Valor Online |

AE
Dilma, durante a visita a Alagoas, nesta segunda-feira
Durante entrevista para rádios de Alagoas, a presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje que o atraso nas obras de duplicação da BR-101 no Estado se deve aos problemas com licenciamento ambiental e com as populações indígenas que vivem ao redor da rodovia. A petista explicou que o Exército não será mais encarregado de tocar as obras.

"Tem alguns problemas relativos à questão indígena que têm demorado bastante a obra em relação aos licenciamentos. O Exército não vai mais fazer essa obra. Estamos novamente licitando um projeto executivo e vai passar a ser mais rápido. Licitar uma obra sem projeto executivo é muito complicado", afirmou Dilma.

Na passagem por Alagoas, a presidenta disse ainda ser favorável à renegociação da dívida do Estado com a União, que hoje está em cerca de R$ 7 bilhões. Segundo Dilma, o governo avalia a possibilidade de a dívida ser renegociada com a participação do Banco Mundial.

"Não queremos tomar dinheiro emprestado, mas apoiaríamos essa iniciativa por parte do Estado junto ao Banco Mundial, que poderá financiar o pagamento do débito e receber de Alagoas num prazo maior e em menores prestações", declarou a presidenta, depois de ressaltar que é muito pesado para Alagoas arcar com pagamento mensal do serviço da dívida.

Dilma viajou ao Estado para lançar ao lado dos nove governadores do Nordeste o plano Brasil Sem Miséria para região. "Um dos pactos que faremos os governadores é para que cada Estado faça um mapa das oportunidades para garantir que as pessoas saibam a que elas têm direito", disse a presidente. "Nós começamos esse programa pelo Nordeste porque é nesta região onde estão concentrados os municípios mais pobres do país e consequentemente aqueles que mais precisam da ajuda do governo federal".

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