'É mais fácil falar o futuro do euro do que o do PSDB', diz FHC

O ex-presidente, em visita à Argentina, não emitiu preferências sobre os atuais pré-candidatos do PSDB à Prefeitura de São Paulo

AE |

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"É mais fácil falar o futuro do euro do que o do PSDB". Com estas palavras, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso referiu-se - durante uma breve visita à Buenos Aires, Argentina, nesta terça-feira (29) - ao cenário que desponta sobre o partido dos tucanos.

Agência Estado
Ex-presidente afirma que política é 'imprevisível'
"A política é imprevisível", frisou o ex-presidente, levantando ironicamente a sobrancelha direita. No entanto, destacou a importância das prévias que o partido - que em 2013 completará um quarto de século de existência - fará para definir qual será o candidato à prefeitura de São Paulo .

"Começa a existir um interesse em função da prévia. Isso é importante", sustentou. Mas, depois ressaltou que "é muito cedo, ainda falta muito tempo para as eleições".

FHC preferiu não emitir preferências sobre os atuais pré-candidatos do PSDB. "Se eu tivesse um preferido, não poderia dizê-lo". O ex-presidente afirmou que "quem deve definir isso são os delegados (do partido). E eu não sou delegado...".

O ex-presidente indicou que as acusações existentes sobre irregularidades na gestão do prefeito Gilberto Kassab devem ser analisadas pela Justiça. "Ora, como disse o presidente Lula e a presidente Dilma, temos que ver. Deixa a Justiça julgar".

Sobre a "faxina" exigida por setores da população à presidenta Dilma, Fernando Henrique afirmou que será "inevitável". "A pressão da opinião pública é tão grande que ela terá que tomar medidas, porque não há alternativas".

O ex-presidente disse ainda que a Comissão da Verdade "é importante". "Temos que virar essa página. Eu fui o primeiro a criar uma comissão para reconhecer o que havia sido feito. E pedi desculpas pelos excessos do Estado brasileiro". No entanto, FHC considera que a comissão não deve ter "espírito de revanchismo". Mas, ressaltou que "as pessoas tem o direito de saber o que aconteceu".

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